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Categoria:

Segurança

BrasilSegurança

Homem deitou no chão, acendeu artefato e aguardou explosão, relata vigilante do STF em depoimento à polícia

por Redação 14 de novembro de 2024

Um vigilante do Supremo Tribunal Fedearal (STF) relatou, em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, ter presenciado o momento em que o homem explode bombas na Praça dos Três Poderes.

Posteriormente, o homem foi identificado como Francisco Wanderley Luiz. O depoimento de Nataniel Camelo aponta que o Luiz se aproximou e ficou parado em frente na estátua da Justiça.

“O indivíduo trazia consigo uma mochila e estava em atitude suspeita em frente à estátua, colocou a mochila no chão, tirou um extintor, tirou uma blusa de dentro da mochila e a lançou contra a estátua. O indivíduo retirou da mochila alguns artefatos e com a aproximação dos seguranças do STF, o indivíduo abriu a camisa os advertiu para não se aproximarem”, diz trecho do Boletim de Ocorrência da Polícia Civil,.

O vigilante visualizou um objeto semelhante a um relógio digital, que o segurança acreditou tratar-se de uma bomba. O segurança estava sozinhoquando o homem se aproximou. As explosões na Câmara e no STF ocorreram em momentos bem próximos.

“O indivíduo deitou no chão acendeu o ultimo artefato, colocou na cabeça com um travesseiro e aguardou a explosão”, afirma o BO.

Duas explosões na Praça dos Três Poderes deixaram um morto e um carro incendiado na noite desta quarta-feira. A área foi cercada por policiais, o prédio do Supremo Tribunal Federal foi evacuado e a sessão da Câmara foi suspensa. A Polícia Civil investiga o caso, e a Polícia Federal já abriu um inquérito.

Um corpo foi encontrado nas proximidades da Corte. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, houve um “autoextermínio com explosivo”.

Após as explosões, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) iniciou uma varredura no entorno do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava no Planalto no momento das explosões, mas no Palácio da Alvorada, a quatro quilômetros da área. É no Alvorada também onde ele está reunido agora com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Após o ocorrido, o presidente do STF, ministro Luis Roberto Barroso, falou por telefone com Lula e com Rodrigues, além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Barroso também trocou mensagens com o governdor do DF, Ibaneis Rocha, que está na Itália.

Policiais cercaram a Praça dos Três Poderes e pediram que as pessoas se afastem No prédio da Corte, o plenário foi evacuado e a orientação é que ninguém fique próximo às janelas. Além disso, um carro pegou fogo nas proximidades do Anexo IV da Câmara, e policiais também fizeram uma varredura para saber se há explosivos em outros carros.

Testemunhas relatam explosões
Em nota, o STF afirmou que “dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança”. O texto diz ainda que “servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela”. A nota acrescenta que “mais informações sobre as investigações devem aguardar o desenrolar dos fatos” e que “a Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF.”

A servidora do Tribunal de Contas da União (TCU) Layana Costa estava esperando o ônibus na frente do Congresso Nacional, quando viu o homem se dirigir ao STF Ele levava uma sacola e chegou a dar um “joinha” para quem estava no ponto do ônibus.

De repente, ela ouviu uma primeira explosão e viu os seguranças do Supremo correrem em direção ao homem. Depois, houve um segundo estouro. Nessa hora, o homem teria caido no chão.

— Ele passou fazendo um sinal para a gente. Ouvi duas explosões — disse ela.

A vendedora ambulante Tais Silva presenciou o momento das explosões. Ela tem uma barraca de bolos e sanduíches no túnel que liga a Câmara à Praça dos Tres Poderes.

— Teve uma primeira explosão na Câmara. Achei que era só um curto circuito, mas depois ouvi mais explosões na frente do Supremo. Achei que era um atentado e fiquei com medo — disse ela.

A Câmara e o Senado também iniciaram, após uma hora das explosões, o processo de evacuação. Deputados fizeram um minuto de silêncio.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Força-tarefa afasta oito PMs investigados por suspeita de envolvimento no caso da execução de delator do PCC em aeroporto

por Redação 12 de novembro de 2024

A força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou nesta terça-feira (12) que afastou preventivamente oito policiais militares investigados por suspeita de envolvimento na execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Vinicius foi morto a tiros durante atentado na sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de São Paulo, que fica em Guarulhos, cidade da região metropolitana. Câmeras de segurança gravaram o momento em que dois criminosos encapuzados e armados com fuzis disparam 29 vezes na direção do empresário.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os agentes da Polícia Militar (PM) que foram afastados já eram investigados um mês antes do crime pela Corregedoria da corporação. Testemunhas tinham denunciado eles por fazerem segurança particular para Vinicius. O ‘bico’ fora do expediente de trabalho e sem autorização é considerado irregular pela PM.

O fato de os agentes terem feito escolta para alguém com envolvimento com o PCC foi repudiado pelo SSP. Vinicius Gritzbach se apresentava como empresário do ramo imobiliário, mas era réu na Justiça em dois processos: por lavagem de dinheiro para o crime organizado e também acusado por um duplo homicídio.

Os agentes da PM afastados trabalham no 18º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM-M), na Zona Norte de São Paulo, onde atua a maioria do grupo, e do 23º BPM-M, na Zona Oeste da capital paulista. Até a última atualização desta reportagem nenhum dos PMs havia sido indiciado ou responsabilizado criminalmente por participação no crime.

O empresário e a namorada estavam voltando de uma viagem de Maceió, em Alagoas, para São Paulo. No domingo (10), viajariam para Vitória, no Espírito Santo. Ele foi morto com dez tiros. A companheira não foi atingida pelos disparos.

Além dele, outras quatro pessoas que estavam entre a plataforma externa e o saguão interno do aeroporto foram atingidas pelos disparos. Um motorista por aplicativo morreu. As outras três vítimas ficaram feridas, mas sobreviveram (veja abaixo quem são).

As autoridades apreenderam armas usadas no crime que foram encontradas abandonadas pela polícia em outro local distante do aeroporto (veja abaixo).

Força-tarefa, MP e PF apuram crime

A força-tarefa, composta por representantes da Polícia Civil, Polícia Militar (PM) e Polícia Técnico-Científica, investigam as causas, motivos e eventuais responsabilidades pelo crime, como saber, por exemplo, quem foram os executores e os mandantes do homicídio.

De acordo com a pasta da Segurança, o caso é apurado como “homicídio, lesão corporal e localização e apreensão de objeto” pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que preside o inquérito.

A investigação analisa vídeos do crime, e ouve depoimentos de testemunhas e sobreviventes para tentar esclarecer o que ocorreu. Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos criminosos foi identificado ou preso.

O Ministério Público (MP) acompanha as apurações.

Pelo fato de o atentado contra Vinicius ter ocorrido no aeroporto internacional em Guarulhos, a Polícia Federal (PF) também investiga o caso.

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarulhos, vai investigar por que não havia nenhum agente na base da corporação no aeroporto no momento em que o delator do PCC foi executado.

Hipóteses investigadas

A força-tarefa foi criada na segunda-feira (11). Uma das linhas de investigação é de que Vinicius foi morto por agentes de segurança pública. Além dos PMs que faziam sua segurança privada, policiais civis são investigados.

Em em 31 de outubro, oito dias antes de ser executado, ele foi ouvido pela Corregedoria da Polícia Civil e denunciou agentes da instituição que estariam tentando extorquir dinheiro dele. Os policiais denunciados trabalham no DHPP, no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no 24º Distrito Policial (DP), Ermelino Matarazzo, e no 30º DP, Tatuapé.

Outra linha de investigação é a de que ele possa ter sido morto a mando da facção criminosa por ter delatado quem eram os membros do PCC que faziam parte do grupo que lavava dinheiro.

E uma terceira frente de apuração trabalha com a possibilidade de que alguém teria decidido matá-lo por alguma dívida financeira. Vinicius foi a Maceio cobrar dinheiro de uma pessoa, que lhe deu joias em troca. Elas foram avaliadas em cerca de R$ 1 milhão.

Delação premiada

A delação de Vinicius foi homologada em março pela Justiça. E fez parte de um acordo com o MP para delatar policiais corruptos e integrantes do PCC envolvidos na lavagem de dinheiro. Em troca, o réu receberia benefícios, como, por exemplo. a redução do tempo da pena no caso de condenação.

Segundo um de seus advogados, Vinicius chegou a pedir mais proteção aos promotores, em virtude de ter sido jurado de morte. Mas esse pedido não teria sido atendido.

Mas à GloboNews, o promotor Lincoln Gakiya disse que Vinicius recusou as ofertas de segurança feitas a ele. Segundo o MP, o delator alegava que podia bancar a própria segurança e não queria abrir mão do estilo de vida que levava. Ao entrar no programa de proteção, ele precisaria mudar de casa e deixar de conviver com a família e amigos.

Segundo a Promotoria, para se proteger, o empresário contratou cinco policiais militares para fazerem sua escolta particular. Quatro deles tinham ido ao aeroporto se encontrar com Vinicius, mas não estavam com ele quando foi morto. Os agentes foram ouvidos pela força-tarefa e disseram que um dos carros usados para buscar o empresário teve um problema na ignição.

O quinto PM viajava com o empresário, mas disse à investigação que, quando ouviu o barulho de disparos, se escondeu atrás de um ônibus estacionado. À Corregedoria, ele explicou que estava em desvantagem, por isso decidiu proteger a própria vida.

Os PMs também são investigados pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A investigação está refazendo os passos deles, seguindo o trajeto antes de o carro supostamente quebrar, além de extrair dados dos celulares dos PMs.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Corregedoria da PM prende 21 policiais por ‘tour da propina’ na Baixada Fluminense

por Redação 7 de novembro de 2024

A Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam nesta quinta-feira (7) 21 PMs por extorsão na Operação Segreto. Segundo os promotores, homens que então serviam no 20º BPM (Mesquita) faziam um “tour da propina” em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense — e além de dinheiro, recolhiam cerveja e até frutas.

Até a última atualização desta reportagem, 1 PM seguia foragido.

A denúncia do MPRJ afirma ter identificado o recolhimento de valores em 54 estabelecimentos. “A investigação apurou que as guarnições realizavam um ‘tour da propina’ em Nova Iguaçu, visitando em sequência dezenas de comércios para arrecadar dinheiro ilicitamente”, diz o MPRJ.

Ainda de acordo com a promotoria, os militares danificavam ou manipulavam as câmeras corporais a fim de não registrar as ameaças e o recolhimento da propina.

A investigação começou com uma denúncia de um dos comerciantes achacados. “Diante dos primeiros indícios, a Delegacia de Polícia Judiciária Militar passou a realizar o monitoramento de agentes e conseguiu verificar não só que várias guarnições do referido batalhão [20º BPM] praticavam o crime, recolhendo valores do estabelecimento, mas, de fato, repetiam a mesma conduta em vários outros comércios de naturezas diversas”, descreveu o MPRJ.

Tour das sextas
O procedimento criminoso era executado da mesma forma, sempre às sextas-feiras: os policiais denunciados paravam brevemente a viatura nos estabelecimentos, alguém se aproximava e entregava as quantias; ou um dos policiais desembarcava e entrava no comércio, permanecendo poucos minutos antes de retornar à viatura e sair.

Em geral, eram estabelecimentos de reciclagem e ferros-velhos, mas também distribuidoras de gás e lojas de construção. Além de dinheiro em espécie, a investigação flagrou os policiais recolhendo engradados de cerveja em depósitos e frutas em um hortifrúti.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Criticada por governadores, PEC da Segurança Pública tem apoio do procurador-geral da República

por Redação 4 de novembro de 2024

Apresentada pelo governo federal na última quinta-feira (31) e criticada por alguns governadores, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública tem o apoio “integral” do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o texto deve ser enviado ao Congresso Nacional até o fim deste ano, mas reconheceu o tema vai exigir paciência e grande debate.

“Aproveito para agradecer à mensagem que recebi do doutor Paulo Gonet Branco, que hipoteca integral apoio a esta PEC que estamos apresentando. O doutor Paulo Gonet — um dos eminentes constitucionalistas do Brasil e que escreveu um livro manual do direito constitucional — nos deu a honra de antecipadamente, conhecendo as linhas gerais do nosso projeto, se antecipou com solidariedade e apoio. Já saímos com gol antecipado, que é o apoio do Ministério Público Federal”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

Enquanto o texto recebeu apoio do chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República), há impasses com os governadores. Um dos exemplos é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que descartou qualquer possibilidade de implementar câmeras corporais nos policiais militares do estado.

“Eu sou governador do estado, eu fui eleito pelo meu povo. Eu não vou colocar câmera em policial meu de maneira alguma. Não existe a hipótese de colocar câmera em policial meu. Eu tenho que ter uma corregedoria séria, honesta, que não admita milícia. E não admito, prendi muitos policiais no meu estado. Não admito milícias”, disse.

O texto apresentado por Lewandowski não faz referência ao uso de câmeras corporais pelas forças de segurança dos estados. Está em vigor desde maio deste ano uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o uso dos dispositivos.

No entanto, o documento não obriga a adoção dos itens — a adesão dos estados é opcional.

Possíveis alterações
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o texto não é um produto pronto e pode ter alterações. Segundo ele, “os governadores vão ter a possibilidade de apresentar opções, e vai ser uma grande construção”.

“A iniciativa é bem-vinda, e deve ser não só uma PEC, mas um conjunto de propostas a serem apresentadas ao Congresso Nacional. Quanto mais integrados o governo federal e os estados estiverem, melhor. Não é um produto pronto, a finalidade é, justamente, ouvir os governadores. É importante digerir esse texto, tem outras questões que tem que trabalhar”, declarou.

“A questão mais importante agora é seguir o dinheiro, a gente tem visto a presença do crime organizado nos negócios lícitos. O crime organizado está lavando muito dinheiro”, acrescentou, ao sugerir a revisão da existência das audiências de custódia. “É preciso dar segurança jurídica para os agentes de segurança pública”, completou.

Entenda os principais pontos da PEC
A PEC prevê a transformação da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em uma polícia ostensiva federal. A ideia é que a nova força atue em rodovias, ferrovias e hidrovias federais e preste auxílio aos estados, quando solicitado.

O argumento do ministro da Justiça e Segurança Pública é que não há simetria entre estados e União — os entes federativos têm polícia judiciária (polícias civis) e polícia ostensiva (polícia militar), enquanto a União tem apenas a força judiciária (Polícia Federal).

Lewandowski garantiu, porém, que a nova polícia não vai impedir a atuação da PF nas rodovias, ferrovias e hidrovias federais. Segundo o ministro, a PEC da segurança pública não vai centralizar o uso dos sistemas nem intervir no comando das polícias estaduais.

O texto também não pretende diminuir a competência dos entes federativos no tema nem criar novos cargos públicos.

Com a PEC, o governo federal quer criar uma espécie de “SUS (Sistema Único de Saúde) da segurança” e incluir as competências presentes em leis ordinárias na Constituição. A proposta do Executivo sugere alterações nos artigos 21, 22, 23, 24 e 144 do texto constitucional.

Outro ponto prevê o contingenciamento (bloqueio de recursos não obrigatórios) dos valores que compõem o Fundo Nacional de Segurança Pública e da Política Penitenciária.

De acordo com a PEC, a União vai instituir e unificar o Fundo Nacional de Segurança Pública e Política Penitenciária, com o objetivo de “garantir recursos para apoiar projetos, atividades e ações em conformidade com a política nacional de segurança pública e defesa social, sendo vedado o contingenciamento de seus recursos”.

No texto, o governo argumenta que a criação do fundo vem de uma “percepção generalizada de que a segurança pública, a qual abarca tanto a prevenção quanto a repressão às atividades criminosas, precisa de recursos em montante correspondente a esse magno desafio, sob pena de total ineficácia da ação estatal”. O sistema deve contar com a indicação das respectivas fontes de recursos.

“Para fortalecer e estabilizar as políticas a serem implementadas, a vedação ao contingenciamento do fundo tal como ocorre com o Fundo Nacional de Segurança Pública – FNSP (Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018) e o Fundo Penitenciário Nacional – FUNPEN (Lei Complementar nº 79, de 7 de janeiro de1994), atualmente em vigor por imposição legal (art. 5º, § 2º, da nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018) e judicial (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 347), deverá ser constitucionalmente assegurada”, diz.

Segundo a gestão federal, a constitucionalização tornaria os investimentos no sistema único mais estáveis.

“Ela também asseguraria recursos orçamentários contínuos, especialmente para a capacitação de pessoal, a aquisição de equipamentos e a integração de programas integrados. A medida também tornaria obrigatório o direcionamento de quantias do Fundo Nacional de Segurança Pública para o sistema.”

Fonte: r7

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Jogo do Bicho

Justiça determina que Rogério Andrade vá para presídio federal

por Redação 29 de outubro de 2024

Rogério Andrade, preso nesta terça-feira (29) por mandar matar o rival Fernando Iggnácio, terá que ir para uma cadeia federal.

A 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri, que expediu os mandados de prisão contra o bicheiro e Gilmar Eneas Lisboa, apontado como a pessoa que monitorou Iggnácio antes do assassinato, determinou que o contraventor seja incluído “em estabelecimento prisional federal de segurança máxima”.

Rogério vai passar por audiência de custódia no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, e depois deve ser transferido para o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, onde aguardará transferência para o presídio federal.

De acordo com a sentença, Rogério exerceria a função de chefe de grupo criminoso voltado para a prática de diversos crimes, como homicídio, corrupção, contravenção e lavagem de dinheiro, com contatos em órgãos de segurança estaduais.

“Motivo pelo qual [contatos com órgãos de segurança estaduais] a transferência para presídio federal com RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) se mostra necessária para impedir eventual interferência do denunciado na colheita de provas e na intervenção de investigações em face de outros envolvidos”, determina o documento.

O maior bicheiro do Rio, patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, foi preso pelo Ministério Público do Rio de Janeiro na Operação Último Ato.

Uma nova denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), aceita pela Justiça, apresenta provas que demonstrariam que Rogério é o autor do plano de assassinato de Iggnácio.

Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, tio de Rogério, foi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, e foi alvejado ao caminhar até o carro. Os tiros foram de fuzil 556. Relembre como foi o crime.

A TV Globo apurou que Rogério Andrade iria primeiro para o Presídio de Benfica e depois para Bangu 1 — para só então ser transferido a uma unidade federal.

Em nota, o advogado Raphael Mattos, que faz a defesa de Andrade, informou que “por ora não vai se manifestar”, já que ainda não teve “acesso ao processo” que motivou a prisão do seu cliente nesta terça-feira.

Briga pelo poder
Castor de Andrade era um dos chefões do jogo do bicho no Rio e morreu de infarto em 1997. Iggnácio, que o sogro sempre considerou favorito para sucedê-lo, assumiu esse império e o expandiu com máquinas de caça-níqueis.

Rogério é sobrinho de Castor e sempre teve desavenças com o Iggnácio. No fim dos anos 90, Rogério revolveu investir também no caça-níquel e passou a invadir parte do negócio de Iggnácio, dando início a uma guerra sangrenta na família: pelo menos 50 pessoas foram assassinadas na disputa.

Vaivém na Justiça
Em março de 2021, o MPRJ tinha denunciado Rogério Andrade como mandante da morte de Iggnácio. No entanto, em fevereiro de 2022, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu trancar a ação penal contra o contraventor, alegando falta de provas.

“Em novo procedimento investigatório criminal, o Gaeco identificou não só sucessivas execuções protagonizadas pela disputa entre os contraventores Fernando Iggnácio e Rogério de Andrade, mas também a participação de uma outra pessoa no homicídio de Fernando: Gilmar foi o responsável por monitorar a vítima até o momento do crime”, narra o MPRJ.

Sem tornozeleira
Em abril deste ano, Rogério Andrade retirou a tornozeleira eletrônica que monitorava seus deslocamentos, após uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). O contraventor ficou quase 1 ano e meio com a tornozeleira eletrônica e cumprindo recolhimento domiciliar noturno, sem poder sair de casa após as 18h.

A vigilância eletrônica decorria da 2ª fase da Operação Calígula, em agosto de 2022, quando Andrade foi preso ao lado do filho, Gustavo.

A Operação Calígula, deflagrada pelo MPRJ no dia 10 de maio de 2022, teve mais de 30 denunciados e 14 presos. Rogério e o filho Gustavo ficaram inicialmente foragidos. O nome de Rogério chegou a constar da lista dos mais procurados da Interpol.

Entre os presos estavam os delegados Marcos Cipriano e Adriana Belém.

Segundo a denúncia do MPRJ que embasou a operação, Rogério Andrade expandia seus negócios de exploração de jogos de azar em vasta área geográfica, mediante a imposição de domínio territorial com violência, além da prática reiterada e sistêmica dos crimes de corrupção ativa, homicídio, lavagem de dinheiro, extorsão e ameaça, dentre outros.

Rogério seria o chefe da organização criminosa que contava ainda com o PM reformado Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco, e a delegada Adriana Belém, que facilitaria as ações do grupo.

Gustavo aparecia como o número 2 na hierarquia criminosa montada por Rogério Andrade. É também chamado de Príncipe Regente.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Pai e filha de 14 anos assaltam motorista de aplicativo em SC e câmera do veículo registra ação

por Redação 28 de outubro de 2024

Um motorista de aplicativo de 23 anos foi assaltado à mão armada em Blumenau, terceira cidade mais populosa de Santa Catarina localizada no Vale do Itajaí, na madrugada de sábado (26). O crime foi cometido por um homem de 31 anos que estava na companhia da filha dele, de 14 anos. Uma câmera dentro do veículo flagrou a ação e a relação de parentesco foi confirmada pela Polícia Civil.

O assalto aconteceu às 2h, e por volta das 5h30, pai e adolescente foram localizados. O homem teve a prisão preventiva decretada, enquanto a garota foi internada em uma entidade para menores em Florianópolis, após decisão judicial.

Conforme o delegado Ismael Gustavo, a adolescente “praticou ativamente o assalto ao motorista de aplicativo junto com o pai” e, por isso, foi autuada por ato infracional análogo a roubo.

“Ele foi autuado por roubo majorado pelo emprego de arma, restrição da liberdade da vítima”, disse o delegado. Além disso, o homem também responde por corrupção de menores. Segundo investigador, o homem tem passagens pela polícia.

Imagens mostraram ação
As imagens detalham como foi a ação criminosa. No início do vídeo a vítima e o homem preso conversam sobre a Oktoberfest, festa que acontecia na cidade no fim de semana. Em um momento o homem de 31 anos aponta a arma para a vítima e anuncia o assalto.

O pai manda a vítima entregar dinheiro, o celular, a corrente de prata. A adolescente, sentada no banco de trás do carro, passa a pegar os objetos e escreve na mão a senha do celular da vítima.

Na sequência, a vítima sai do veículo, o homem passa a dirigir o carro e a adolescente se senta no banco do carona.

Prisão
De acordo com a PM, o pai e a filha foram vistos caminhando perto do local onde o veículo foi abandonado após o assalto.

Após serem detidos, eles indicaram o endereço onde estavam escondidos, e, ao chegar no local, a polícia encontrou os itens levados, além da chave do carro. A dupla levou o veículo da vítima, duas correntes, dois celulares e cerca de R$ 200 reais.

Fonte: G1

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BrasilSegurança

Complexo de Israel: comunidades do RJ têm traficante que persegue quem não pratica sua religião

por Redação 28 de outubro de 2024

Na última quinta-feira (24), moradores do Rio viveram uma manhã de terror. Trabalhadores e crianças a caminho da escola ficaram encurralados em ônibus, carros e atrás de muretas da principal avenida da cidade. Eles tentavam se proteger de um tiroteio intenso entre a polícia e traficantes. Três pessoas inocentes morreram.

Os bandidos ocupam o Complexo de Israel, um conjunto de favelas onde um traficante se cerca de conforto, enquanto persegue e pune quem não pratica a mesma religião que ele.

Rotina de medo e violência
O Complexo de Israel é o nome dado a um conjunto de favelas na Zona Norte do Rio, que foi criado pelos traficantes da facção Terceiro Comando Puro. Durante a pandemia, o grupo expandiu seu território, assumindo o controle de cinco favelas.

Como todas as facções criminosas, impõem uma rotina de medo e violência aos mais de 130 mil moradores que vivem ali, mas vai além: no Complexo de Israel, religiões diferentes da seguida pelo chefe do tráfico não são toleradas.

O dono do Complexo de Israel Álvaro Malaquias Santa Rosa, o traficante Peixão. Ele é um dos criminosos mais procurados e tem sete mandados de prisão. Peixão se diz evangélico não permite a prática de religiões de matrizes africanas nas comunidades e até celebrações católicas foram proibidas.

Em um vídeo, um traficante da facção aparece agredindo violentamente uma freira.

Um levantamento da Polícia Civil mostra que o grupo de Peixão é suspeito de desaparecer com pelo menos 28 pessoas desde 2017. Até hoje ninguém foi encontrado.

Vida de luxo financiada pelo crime
Nas ruas, além de barricadas, os criminosos abriram valas enormes para impedir a passagem da polícia, além de usar câmeras e drones para monitorar as comunidades.

No último dia 10, as polícias Civil e Militar entraram em uma das comunidades para tentar prender o Peixão, mas ele fugiu.

A polícia descobriu que rede criminosa financia uma vida de luxo e bem-estar exclusiva para os criminosos, possuindo imóveis com piscina, sauna e até uma lagoa artificial.

Reação do governo
Na operação no Complexo de Israel, a polícia admitiu que não tinha dados de inteligência para prever o tamanho da reação dos criminosos, mas o governador do Rio nega falhas na política de segurança pública.

Cláudio Castro defende uma ação conjunta de prefeituras do estado e do governo federal para enfrentar as facções criminosas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública disse, em nota, que não tem medido esforços para auxiliar os estados, especialmente o Rio de Janeiro, no combate à criminalidade, e que marcou uma reunião no Rio na próxima terça-feira. A nota diz ainda que o ministro Ricardo Lewandowski tem atendido a todos os pedidos do governador Cláudio Castro de renovação da permanência da Força Nacional no estado.

O Ministério informou que apresentou ao presidente Lula uma proposta de emenda à Constituição para dar mais poderes à União nas ações de segurança pública.

Em relação à planilha de pagamentos de propina supostamente feitos por traficantes do Complexo de Israel, a Polícia Militar disse – em nota – que há uma investigação em andamento na Corregedoria Geral da corporação, e que essa investigação está sob sigilo.

Também em nota, a Polícia Civil disse que investiga e atua no combate aos delitos praticados pelos traficantes do Complexo de Israel. A nota, porém, não responde ao nosso questionamento sobre o pagamento de propina a policiais.

Fonte: FANTASTICO

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BrasilSegurança

Morre 2ª vítima de tiroteio na av. Brasil; homem foi baleado na cabeça a caminho do trabalho

por Redação 24 de outubro de 2024

Morreu a segunda vítima do tiroteio que fechou a avenida Brasil, na altura da Cidade Alta, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (24), quando a Polícia Militar fazia uma operação contra o roubo de cargas no Complexo de Israel.

Renato Oliveira, de 48 anos, foi baleado na cabeça quando estava dentro de um ônibus a caminho do trabalho.

Segundo testemunhas, o passageiro dormia no coletivo no momento em que foi atingido por um tiro.

O homem chegou a ser levado em estado grave para Hospital Federal de Bonsucesso, na mesma região, e a passar por cirurgia. Segundo a direção da unidade, ele não resistiu aos ferimentos.

Familiares disseram que Renato era morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e trabalhava para uma empresa que prestava serviço para a Marinha.

Motorista de aplicativo também morreu baleado
O motorista de aplicativo Paulo Roberto de Souza, de 60 anos, que estava trabalhando na região, também foi atingido na cabeça durante a troca de tiros.

O passageiro assumiu a condução do veículo e conseguiu pedir ajuda para a Polícia Militar. A vítima ainda foi levada ao Hospital Moacyr do Carmo, em Caxias, na Baixada Fluminense, mas chegou à unidade sem vida.

Ele deixou esposa e dois filhos.

Suspeito está entre os quatro feridos
Mais quatro pessoas ficaram feridas na mesma ação. Duas seguem internadas e outras duas já receberam alta.

Geneilson Eustáquio Ribeiro, de 49 anos, com perfuração em crânio, foi entubado e transferido para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e tem o estado de saúde gravíssimo.

O outro baleado seria um traficante, de 27 anos, atingido no quadril, que está internado no hospital sob custódia, de acordo com informações da RECORD.

Alayde dos Santos Mendes, de 24 anos, e outra pessoa não identificada já receberam alta médica.

Fonte: r7

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BrasilSegurança

Atirador em Novo Hamburgo abateu dois drones da PM e segue cercado por agentes policiais

por Redação 23 de outubro de 2024

O atirador que matou duas pessoas e deixou outros dez feridos em Novo Hamburgo (RS) na madrugada desta quarta-feira também abateu dois drones usados por agentes da Brigada Militar em um cerco contra ele. As forças policiais teriam sido acionadas na noite desta terça-feira para atuarem em uma denúncia de maus-tratos contra idosos. Ao chegarem no local, um homem de 45 anos teria aberto fogo contra os agentes.

Foram mortos o pai do atirador, identificado como Eugênio Crippa, de 74 anos, e um policial militar que foi ao local, identificado como Everton Kirsch Júnior, de 31 anos. Entre os feridos estão seis policiais, um guarda municipal, a mãe, o irmão e a cunhada do atirador, que foram socorridos e recebem atendimento em um hospital da cidade.

À RBS TV, o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) de Novo Hamburgo, Alexandro Famoso, afirmou que as tentativas de negociação acontecem “a todo momento”.

“Tentamos conversar com ele, tentamos contato telefônico através dos números que a gente conseguiu, ele não responde a nenhum contato que estamos tentando fazer com ele. A única forma de resposta é através de disparos”, diz o tenente-coronel.

O atirador iniciou os disparos logo após a chegada dos policiais. De acordo com testemunhas, ele foi para a frente do imóvel com uma arma de fogo e começou a atirar.

“De forma inesperada e totalmente agressiva, ele aparece e começa a atirar em todas as pessoas que se encontravam naquele local, na frente da residência. Ele efetuou disparos contra os próprios pais dele e contra a guarnição que estava ali atendendo a ocorrência”, explica o tenente-coronel Famoso.

Fonte: OGLOBO

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BrasilSegurança

Operação mira ‘Povo de Israel’, facção que girou R$ 70 milhões em 2 anos com o golpe do falso sequestro

por Redação 22 de outubro de 2024

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta terça-feira (22) a Operação 13 Aldeias, contra uma quadrilha que, de dentro dos presídios, faz centenas de vítimas todos os dias com golpes via celular e movimentou quase R$ 70 milhões entre janeiro de 2022 e maio deste ano.

Segundo as investigações, o Povo de Israel (PVI) surgiu há 20 anos e hoje influencia 18 mil detentos em 13 unidades prisionais, chamadas de “aldeias”. Esse volume representa 42% do efetivo prisional.

Chefes do Povo de Israel já encarcerados são alvos da ação desta terça. São eles: Marcelo Oliveira, o Tomate; Avelino Gonçalves, o Alvinho; Ricardo Martins, o Da Lua; e Jailson Barbosa, o Nem.

Os golpes são:

Falso sequestro: de dentro de uma cela, o preso liga para números aleatórios e finge ser um parente mantido refém por bandidos. Quando a vítima morde a isca, outro detento assume a chamada e passa a exigir um resgate.
Falsa taxa: os encarcerados ligam para estabelecimentos comerciais e se passam por traficantes da região. Falam que há dívidas e ameaçam o lojista com supostas retaliações.

Policiais penais suspeitos de ajudar criminosos
Agentes da Delegacia Antissequestro (DAS) — com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Subsecretaria de Inteligência da Administração Penitenciária — saíram para cumprir 44 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão 5 policiais penais suspeitos de ajudar os criminosos.

Diligências são realizadas em Copacabana e Irajá, na capital, e nos municípios de São Gonçalo, Maricá, Rio das Ostras, Búzios e São João da Barra, bem como no Espírito Santo. A Polícia Penal também efetua ações nos presídios.

Na Zona Sul do Rio, o endereço foi o de uma joalheria que, segundo a polícia, lavou dinheiro das extorsões.

O Povo de Israel foi fundado em 2004 por renegados por outras denominações — muitos são estupradores e pedófilos. De posse de celulares, que entram ilegalmente dentro dos presídios, eles criaram uma indústria de extorsões.

De acordo com a Polícia Civil, 1.663 pessoas físicas e 201 pessoas jurídicas foram utilizadas para fazer circular o dinheiro.

Nelson Hungria, a ‘central da extorsão’
Ainda segundo as investigações da DAS, a base da facção é o Presídio Nelson Hungria, que fica dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da cidade.

O Povo de Israel não tem relação com o Complexo de Israel, conjunto de favelas na Zona Norte do Rio dominado pelo Terceiro Comando Puro, a 2ª maior facção do tráfico do RJ, atrás apenas do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito mostra que há uma clara divisão de tarefas e funções dentro da organização. São chamados de “empresários” os presos responsáveis por obter o celular que será usado dentro da cadeia.

O apelido de “ladrão” é para aquele que faz as ligações para as vítimas, simulando vozes de parentes que estariam supostamente em poder da quadrilha. Tem também os “laranjas”, aliados fora das prisões que recebem o dinheiro obtido nos crimes.

Foi descoberto, por exemplo, que a quadrilha já tem ramificações no Espírito Santo e em São Paulo, com pessoas que recebem o dinheiro das extorsões em contas bancárias.

Onde o Povo de Israel está
Benjamin de Moraes Filho, Complexo de Gericinó
Cotrim Neto, Japeri
Crispim Ventino, Benfica
Evaristo de Moraes, São Cristóvão
Hélio Gomes, Magé
José Antônio da Costa Barros, Complexo de Gericinó
Juíza Patrícia Acioli, São Gonçalo
Luis Cesar Fernandes Bandeira Duarte, Resende
Milton Dias Moreira, Japeri
Nelson Hungria, Complexo de Gericinó
Plácido Sá Carvalho, Complexo de Gericinó
Romeiro Neto, Magé
Tiago Teles de Castro Domingues, São Gonçalo

Fonte: G1

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