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Categoria:

Transporte

Aplicativo de Transporte

Posso cancelar sem problemas? 5 lendas sobre o Uber que não fazem sentido

por Redação 10 de dezembro de 2024

Lendas urbanas são sempre apelativas, mas raramente têm compromisso com a realidade. Dentro do contexto atual da mobilidade, no qual as corridas por app desempenham papel de destaque, muitos usuários (motoristas e passageiros) falam sobre o que deve ser feito, o que precisa ser evitado, espalham inverdades para sustentar ideias e afirmações que, por vezes, são enviesadas, e por aí vai.

Por isso que o UOL Carros separou alguns pontos sobre Uber e suas lendas urbanas para esclarecer de uma vez por todas. Veja a seguir seis crenças incorretas que permeiam os usuários.

Corridas por app podem ser perigosas devido a motoristas com antecedentes criminais
Importante deixar claro que não é correto acreditar que as pessoas com antecedentes criminais e que quitaram seus débitos com a Justiça são, necessariamente, perigos em potencial.

De qualquer maneira, a Uber deixa claro em suas regras que “profissionais com antecedentes criminais não são admitidos”

Isso se deve à Lei Nº 13.640, de 26 de março de 2018, que regulamenta o transporte remunerado privado individual de passageiros, determina que somente será autorizada a contratação, por parte das plataformas, de motoristas que cumprirem algumas condições, entre elas, apresentação certidão negativa de antecedentes criminais.

Fica mais caro quando a bateria do celular está acabando
Recentemente, um vídeo que circula na internet ‘provava’ que os preços das corridas aumentam quando a bateria do celular está prestes a chegar ao fim. O UOL Carros, porém, conferiu que a acusação não procede.

Para testar o serviço, a redação usou dois aparelhos simultaneamente (um sempre abaixo dos 10%) e outro sempre acima de 70%, em três simulações, todas com endereços de partida e chegada diferentes, e em três períodos distintos do dia. O resultado: os preços eram sempre idênticos em ambos os aparelhos.

Qualquer CNH de categoria B serve para ser motorista de app
Muitos podem estar se perguntando existe mais de um tipo de CNH de categoria B. A resposta é ‘não’, mas para trabalhar como motorista é necessário ter campo de observações a sigla “EAR” (Exerce Atividade Remunerada).

Em dezembro de 2022, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou o novo Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito. Dentre as novidades do documento, está o enquadramento do condutor profissional flagrado sem EAR, que passa a ser penalizado por infração de natureza gravíssima.

A multa é de R$ 293,47, além de sete pontos no prontuário do condutor e remoção do veículo, segundo o Inciso VIII do Artigo 231 do CTB.

Não acontece nada com quem cancela excessivamente
Ledo engano de quem desiste das corridas por qualquer motivo – para ambas as partes, motoristas e passageiros.

Cancelamentos excessivos ou para fins de fraude representam abuso do recurso e configuram mau uso da plataforma, pois atrapalham o seu funcionamento e prejudicam intencionalmente a experiência dos demais usuários e motoristas. Equipes e tecnologias próprias revisam os cancelamentos, para identificar suspeitas de violação ao Código da Comunidade e, caso sejam comprovadas, banir as contas envolvidas, de motoristas e passageiros”
Uber

Fazer corridas por fora do app é melhor para motoristas e passageiros
Ainda que nem todos os passageiros conheçam essa prática, o UOL Carros já flagrou conversas entre motoristas de app, dentro de grupos do Telegram, que ensinavam métodos para não deixar a plataforma da Uber saber quando executavam corridas por fora. No caso, alguns usam o aplicativo para chegarem até o cliente e, assim, fazem a proposta de cancelar a corrida para, assim, levá-lo ao destino com preços mais acessíveis.

Uma vez que as margens da Uber são anuladas, tanto passageiro quanto motorista se beneficiam (irregularmente) de quantias mais convidativas.

Nessa situação, o passageiro está desprotegido, caso aconteça algum acidente durante a viagem, ficando ele dependente do motorista para arcar com as despesas médicas. Fora o risco de segurança contra eventuais crimes cometidos contra o passageiro, pois ele deixa de estar amparado pelo monitoramento da plataforma”
Eduardo Lima, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp)

Segundo a ANTT, “para fugir da fiscalização, os transportadores clandestinos optam, com frequência, por transitar em vias alternativas, por onde realizam percursos maiores, em estradas com más condições de manutenção. Conforme a Resolução nº 4.287/14, viagem clandestina estará sujeita a apreensão do veículo por 72h e multa no valor de R$ 7.428,32”.

Fonte: UOL

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Aplicativo de Transporte

Checar placa e compartilhar viagem: delegadas dão dicas para uma ‘carona’ por app mais segura

por Redação 26 de novembro de 2024

Um motorista de aplicativo ‘deu em cima’ de uma maquiadora de Santos, no litoral de São Paulo, após reclamar do atraso no embarque. A situação viralizou e gerou descontração na internet, inclusive por parte da jovem. Uma viagem por carona, no entanto, requer cuidados por parte de condutores e passageiros. Ao g1, delegadas da Baixada Santista deram dicas de segurança para as corridas.

Júlia Correia Caiafa Maffei, de 27 anos, estava em São Paulo e desejava voltar para Santos (SP) na quinta-feira (21). Ela combinou de encontrar o motorista do app de caronas às 9h20, mas perdeu o trem no metrô e se atrasou.

O homem se irritou com o atraso e cancelamento, mas se arrependeu e a elogiou (veja abaixo). Ele afirmou ter se sensibilizado com uma mensagem da jovem e aberto a foto de perfil dela.

A carona por aplicativo ganha cada vez mais adeptos, permitindo que o passageiro escolha a cidade de partida e o destino, além do motorista que o transportará no trajeto. Por meio da ferramenta, são acordados o valor e o ponto de encontro, sendo que muitas vezes o condutor leva mais de uma pessoa para ‘completar’ o carro.

Ao g1, a delegadas Deborah Lázaro, da Delegacia da Mulher de Santos (DDM) de Santos, e Lyvia Bonella, da DDM de Praia Grande, informaram que uma alternativa é escolher motoristas mulheres. Algumas dicas das profissionais incluem checar as avaliações do condutor no aplicativo antes de combinar a viagem, além verificar a placa do carro antes do embarque.

Lyvia Bonella destacou a importância de se manter alerta durante as corridas. Segundo a delegada, uma boa dica para uma passageira é aguardar o condutor questionar sobre a identidade dela. Desta forma, a mulher não fornece os próprios dados sem ter a certeza de que fala com o motorista certo.

De acordo com a delegada, sentar no banco da frente não é uma boa ideia, uma vez que a passageira fica muito próxima ao motorista. A profissional explicou que o melhor é escolher o banco de trás e manter os vidros abertos, na medida do possível, para garantir visibilidade a quem está fora.

Para a delegada Deborah Lázaro, o mais importante é checar a placa e a identidade do condutor. A profissional destacou que, além das janelas abertas, é indicado que a mulher fique sentada perto da porta do veículo. “Todo cuidado é pouco”, disse ela.

Caso se sinta desconfortável e não exista perigo no trânsito naquele momento, a orientação é pedir para sair do veículo e procurar apoio da PM.

Lyvia complementou que, se a passageira sentir que há algo ‘fora do normal’, deve ligar 190 sem avisar o motorista. A mulher também pode pedir para que alguém com quem tenha compartilhado a viagem acione a corporação.

Veja as dicas de segurança para uma viagem segura, de acordo com as delegadas:

✅Comece verificando as avaliações do motorista;
✅Quando o carro chegar, verifique se tem a mesma placa fornecida no app;
✅Deixe o motorista perguntar seu nome antes de embarcar;
✅Compartilhe a viagem no app com pessoas de confiança;
✅Se possível, mantenha as janelas abertas para maior visibilidade;
✅Converse com alguém por voz pelo celular;
✅Pegue indicações de condutores com amigas;
✅Fique perto da porta do carro e com a janela aberta;
✅Se perceber uma tentativa de ‘intimidade’ e caso seja for possível, peça para sair do carro o quanto antes;
✅Caso note que está sendo importunada, grave um áudio para servir como prova posteriormente.
Importunação sexual x assédio
Ao g1, o advogado criminalista Matheus Cury explicou que a prática de importunação sexual acontece quando, por exemplo, o agressor dá um beijo forçado ou passa a mão pelo corpo da vítima sem consentimento. A pena para esse crime pode variar entre um e cinco anos de reclusão.

O assédio sexual, por outro lado, ocorre quando o agressor está em situação de superioridade hierárquica em relação à vítima. É o caso de um chefe que faz investidas sexuais contra uma funcionária, por exemplo.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Motoristas de Uber vão pedir código ao passageiro antes de iniciar viagem? Entenda mudança

por Redação 7 de novembro de 2024

A Uber anunciou nesta quinta-feira (7) a expansão do recurso U-Código para os motoristas parceiros. A ferramenta de segurança exige que o passageiro forneça uma senha ao condutor antes do início da viagem — o PIN é gerado e exibido no aplicativo.

Segundo a empresa, mesmo que o usuário não tenha o U-Código configurado em sua conta, ainda precisará informar o código ao motorista caso ele tenha o recurso habilitado. O uso do U-Código é opcional, permitindo que o motorista o ligue ou desligue a qualquer momento.

A Uber disse que a novidade já estava em testes em algumas cidades do Brasil.

A empresa explica que os motoristas interessados em usar o U-Código podem ativar a função na “Central de Segurança” do aplicativo e, em seguida, tocar em “Verificação de U-Código”.

Já os usuários podem habilitar a ferramenta acessando “Conta”, “Configurações”, “Verifique sua Viagem” e, por fim, ativando “Use PIN para verificar viagens”.

O app também oferece a opção de utilizar o U-Código apenas durante o período noturno, entre 21h e 6h. Para isso, basta ativar essa configuração na mesma tela.

Fonte: G1

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Acidente em Vinhedo

Casa atingida por queda de avião em Vinhedo foi parcialmente destruída e requer reconstrução, diz laudo final da Defesa Civil

por Redação 16 de outubro de 2024

A Defesa Civil de Vinhedo (SP) divulgou nesta quarta-feira (16) o relatório final sobre a queda do avião da Voepass, que deixou 62 mortos em 9 de agosto. De acordo com o laudo, a casa atingida pela aeronave foi parcialmente destruída e requer reconstrução.

O documento detalha que o procedimento deve ser “acompanhado de parecer técnico sobre as condições atuais do imóvel”. Um outro imóvel vai precisar de reparos leves, sob recomendação de que os proprietários busquem um parecer técnico sobre a situação da estrutura.

Confira abaixo o que foi identificado, segundo o laudo. As casas são definidas como ‘atingida’, onde o avião caiu, e ‘afetada’, próxima ao local:

Casa atingida: o estudo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano concluiu que a área da garagem foi destruída. A parede da garagem está firme, mas ficou muito tempo exposta ao fogo e não é possível garantir a integridade. O telhado e sua estrutura tiveram danos consideráveis e, se não tiverem reparos, pode haver infiltração. As áreas de churrasqueira e piscina foram mapeadas com grau baixo de risco de abalo estrutural, também precisando de reparo leve.
Casa afetada: o imóvel não foi atingido diretamente pela queda da aeronave, mas recebeu estilhaços e labaredas. O laudo indica que a situação é semelhante a de outras residências vizinhas e podem ser solucionadas com a manutenção adequada. Apesar disso, recomenda que os moradores fiquem atentos a sinais de afundamento do solo.

Vizinhança não foi afetada
O documento também analisa o impacto da queda do avião na estrutura do entorno e cita o temor da vizinhança sobre um ‘possível efeito nas fundações das moradias’.

Impactos emocionais
Além do dano estrutural na casa atingida, o laudo também sugere que a família sobrevivente e residente “seja acompanhada por equipe de psicologia para avaliação psicossocial e emocional acerca de possível destruição total do sentimento de pertencimento e da capacidade de permanência e vivência no local”.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Jovem de 28 anos é atacada por motorista de aplicativo e pula do carro em movimento para fugir de abuso na Zona Leste de SP

por Redação 16 de outubro de 2024

Uma jovem de 28 anos foi vítima de uma tentativa de estupro na última segunda-feira (14), ao fazer uma viagem de aplicativo entre Bragança Paulista, no interior de SP, e São Matheus, na Zona Leste da São Paulo.

Segundo a jovem, ela viajava com uma amiga quando, ao deixar a primeira passageira em Guaianases, o motorista da 99 Táxi começou a fazer investidas abusivas e elogios a ela, solicitando que fosse para o banco da frente do carro.

Áudios gravados pela própria vítima flagraram a investida do motorista: “Você gosta de homem mais maduro ou mais jovem? Você tem que se valorizar. É um pedaço de mau caminho”, disse ele para a passageira.

Quando eles estavam no bairro de Cidade Tiradentes, o motorista desviou o caminho para uma rua deserta e cheia de árvores.

O nome da rua é Buritizinho e a vítima afirma que quando percebeu que o motorista tinha desviado o trajeto, pulou do carro ainda em movimento e fugiu.

A jovem caiu em um barranco e ficou toda machucada. Mesmo ferida, ela fugiu do lugar e conseguiu buscar ajuda em um condomínio na região.

Imagens da câmera de segurança do local mostram ela chegando na rua toda machucada e sendo acolhida por um morador local.

“Eu chego no prédio começo a chacoalhar o portão pedindo por ajuda por socorro. Esse morador foi um anjo na minha vida, ele me coloca pra dentro do prédio”, afirmou.

De longe, a amiga acompanhava tudo angustiada e tentando ajudar a colega, que reportava tudo dentro do carro por meio de mensagem de celular.

“Acordei meu pai desesperada e ele começo tentar a chamar o Uber pra ir até ela. Eu vi na localização que ela estava a 13 minutos longe de mim”, contou a amiga.

O que diz a 99 Táxi

Por meio de nota, a 99 Táxi disse lamentar profundamente o ocorrido. Afirmou também que assim que soube do caso bloqueou o motorista da plataforma.

A empresa informou que uma equipe especializada entrou em contato com a passageira oferecendo acolhimento, auxílio com despesas médicas e apoio psicológico.

Esse é o segundo caso de abuso dentro de um carro de aplicativo na capital, em menos de um mês.

No dia 16 de setembro uma jovem de 17 anos foi estuprada – na Zona Sul de São Paulo. O motorista de aplicativo foi preso.

Após esse caso, o Ministério Público de São Paulo abriu nesta quarta-feira (2) um inquérito civil público para investigar as empresas Uber e 99 por condutas criminosas praticadas por motoristas que prestam serviço através das duas plataformas.

Segundo boletim de ocorrência registrado na 1ª Delegacia De Defesa da Mulher (DDM), no Centro de SP, a vítima de 17 anos narrou que o motorista pulou para o banco de trás para estuprá-la.

A vereadora Silvia Ferraro, da Bancada Feminista do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo, acionou a promotoria e pediu que a UBER e a 99 sejam investigadas sobre as normas e políticas que estão sendo conduzidas para frear esse tipo de comportamento de seus colaboradores.

O intuito do inquérito, segundo a Promotoria, é verificar a necessidade de adequação das condutas das empresas para assegurar a segurança dos consumidores, sobretudo mulheres, crianças e adolescentes e idosos.

Ao instalar o inquérito contra a Uber, por exemplo, o promotor Marcelo Orlando Mendes, da Promotoria de Defesa do Consumidor, deu prazo de 15 dias para que as empresas apresentem em 15 dias “quais são os mecanismos de segurança adotados em sua plataforma a fim de salvaguardar os direitos de seus usuários, elucidando suas funções de forma pormenorizada”, além de publicizar nos autos relatórios de denúncias registradas em sua plataforma, referentes a condutas praticadas pelos motoristas parceiros.

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Jovem de 28 anos é atacada por motorista de aplicativo e pula do carro em movimento para fugir de abuso na Zona Leste de SP
Tentativa de abuso aconteceu na madrugada de segunda-feira (14). Por meio de nota, a 99 Táxi disse lamentar profundamente o ocorrido e que, assim que soube do caso, bloqueou o motorista da plataforma.
Por Fernanda Eunour, TV Globo — São Paulo

16/10/2024 07h39 Atualizado há 24 minutos

Jovem de 28 anos denuncia motorista de aplicativo por abuso durante viagem

Uma jovem de 28 anos foi vítima de uma tentativa de estupro na última segunda-feira (14), ao fazer uma viagem de aplicativo entre Bragança Paulista, no interior de SP, e São Matheus, na Zona Leste da São Paulo.

Segundo a jovem, ela viajava com uma amiga quando, ao deixar a primeira passageira em Guaianases, o motorista da 99 Táxi começou a fazer investidas abusivas e elogios a ela, solicitando que fosse para o banco da frente do carro (veja vídeo acima).

“Nós deixamos minha amiga na casa dela e, assim que ela entrou no prédio e que ele saiu com o carro, o motorista falou pra mim ir pro banco da frente do carro. E eu falei não vou pro banco da frente. Ele olhou pra trás e falou quero ver seu rosto. Então, aí eu já estava cismada, já tava com medo”, contou a vítima.

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Áudios gravados pela própria vítima flagraram a investida do motorista: “Você gosta de homem mais maduro ou mais jovem? Você tem que se valorizar. É um pedaço de mau caminho”, disse ele para a passageira.

Quando eles estavam no bairro de Cidade Tiradentes, o motorista desviou o caminho para uma rua deserta e cheia de árvores.

Jovem narra tentativa de abuso de motorista da 99 Táxi na Zona Leste de São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo
Jovem narra tentativa de abuso de motorista da 99 Táxi na Zona Leste de São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo

O nome da rua é Buritizinho e a vítima afirma que quando percebeu que o motorista tinha desviado o trajeto, pulou do carro ainda em movimento e fugiu.

“Eu sabia que ele ia fazer alguma coisa. Sentia que ele ia fazer alguma coisa e já tava bem desesperada. Em algum momento ele olha pra trás e coloca a mão na minha perna. Quando ele fez isso eu já abri o carro e pulei”, contou a moça.
A jovem caiu em um barranco e ficou toda machucada. Mesmo ferida, ela fugiu do lugar e conseguiu buscar ajuda em um condomínio na região.

Imagens da câmera de segurança do local mostram ela chegando na rua toda machucada e sendo acolhida por um morador local.

“Eu chego no prédio começo a chacoalhar o portão pedindo por ajuda por socorro. Esse morador foi um anjo na minha vida, ele me coloca pra dentro do prédio”, afirmou.

Jovem mostra ferimentos após pular de carro em movimento dirigido por motorista da 99. — Foto: Reprodução/TV Globo
Jovem mostra ferimentos após pular de carro em movimento dirigido por motorista da 99. — Foto: Reprodução/TV Globo

De longe, a amiga acompanhava tudo angustiada e tentando ajudar a colega, que reportava tudo dentro do carro por meio de mensagem de celular.

“Acordei meu pai desesperada e ele começo tentar a chamar o Uber pra ir até ela. Eu vi na localização que ela estava a 13 minutos longe de mim”, contou a amiga.

O que diz a 99 Táxi
Nota da 99 sobre a tentativa de abuso do motorista contra a jovem. — Foto: Reprodução/TV Globo
Nota da 99 sobre a tentativa de abuso do motorista contra a jovem. — Foto: Reprodução/TV Globo

Por meio de nota, a 99 Táxi disse lamentar profundamente o ocorrido. Afirmou também que assim que soube do caso bloqueou o motorista da plataforma.

A empresa informou que uma equipe especializada entrou em contato com a passageira oferecendo acolhimento, auxílio com despesas médicas e apoio psicológico.

Esse é o segundo caso de abuso dentro de um carro de aplicativo na capital, em menos de um mês.

No dia 16 de setembro uma jovem de 17 anos foi estuprada – na Zona Sul de São Paulo. O motorista de aplicativo foi preso.

Mensagens da vítima da Zona Leste trocada com a amiga na segunda-feira (14). — Foto: Reprodução/TV Globo
Mensagens da vítima da Zona Leste trocada com a amiga na segunda-feira (14). — Foto: Reprodução/TV Globo

Investigação do Ministério Público
Após esse caso, o Ministério Público de São Paulo abriu nesta quarta-feira (2) um inquérito civil público para investigar as empresas Uber e 99 por condutas criminosas praticadas por motoristas que prestam serviço através das duas plataformas.

Segundo boletim de ocorrência registrado na 1ª Delegacia De Defesa da Mulher (DDM), no Centro de SP, a vítima de 17 anos narrou que o motorista pulou para o banco de trás para estuprá-la.

A vereadora Silvia Ferraro, da Bancada Feminista do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo, acionou a promotoria e pediu que a UBER e a 99 sejam investigadas sobre as normas e políticas que estão sendo conduzidas para frear esse tipo de comportamento de seus colaboradores.

Motorista por aplicativo é preso suspeito de estuprar passageira de 17 anos dentro do carro

O intuito do inquérito, segundo a Promotoria, é verificar a necessidade de adequação das condutas das empresas para assegurar a segurança dos consumidores, sobretudo mulheres, crianças e adolescentes e idosos.

Ao instalar o inquérito contra a Uber, por exemplo, o promotor Marcelo Orlando Mendes, da Promotoria de Defesa do Consumidor, deu prazo de 15 dias para que as empresas apresentem em 15 dias “quais são os mecanismos de segurança adotados em sua plataforma a fim de salvaguardar os direitos de seus usuários, elucidando suas funções de forma pormenorizada”, além de publicizar nos autos relatórios de denúncias registradas em sua plataforma, referentes a condutas praticadas pelos motoristas parceiros.

As empresas também devem informar se as funcionalidades de gravações de vídeos e áudios estão disponíveis a toda a frota que presta serviços às suas plataformas. Caso negativo, devem esclarecer o percentual em que referida funcionalidade é disponibilizada, detalhando os critérios adotados para sua disponibilização.

“Matérias jornalísticas veiculadas nos anos de 2020[2], 2021[3], 2022[4], 2023[5] e 2024[6], demonstram que o episódio noticiado nestes autos não se restringe à empresa 99 Táxi e não se trata de acontecimento isolado, mas sim de práticas reiteradas, perpetradas por motoristas cadastrados nas plataformas de aplicativos de viagem, – neste caso, na plataforma da UBER, fato este que demonstra, por si só, a falha na prestação de serviço”, disse promotor.

Em nota, a Uber informou que “segurança é uma prioridade para a Uber e inúmeras ferramentas atuam antes, durante e depois das viagens para torná-las mais tranquilas. Evitar que algo aconteça sempre é uma prioridade para empresa, que também investe em iniciativas de produção e distribuição de conteúdo para conscientização de motoristas parceiros, baseada no Código da Comunidade Uber, em parceria com organizações como o MeToo Brasil e o Instituto Promundo”.

“No entanto, a Uber entende que a violência de gênero é um problema social complexo e sistêmico que demanda ação conjunta de toda a sociedade. Por isso, a empresa possui, desde 2018, um compromisso público de enfrentamento à violência contra a mulher, que se materializa em uma série de parcerias com especialistas e autoridades no assunto para colaborar na construção de projetos e iniciativas para enfrentar essa realidade no aplicativo e na sociedade como um todo.”

O comunicado também cita que a empresa “possui diversas parcerias de enfrentamento à violência de gênero e apoio às mulheres vítimas de violência doméstica com o Ministério das Mulheres do Governo Federal, Conselho Nacional de Justiça, Instituto Maria da Penha, Ministério Público da Bahia e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre outras”.

O g1 também procurou a 99 que disse, também por meio de nota, que “se une à indignação e repúdio à cultura do estupro que acomete o país e reforça que possui uma política de tolerância zero sobre qualquer forma de violência sexual”.

“A empresa trabalha incansavelmente para identificá-los e coibí-los. Segurança é prioridade para a 99, que investe continuamente em prevenção por meio de ferramentas que possam apoiar uma mobilidade urbana cada vez mais segura para todas as mulheres, passageiras e motoristas. A plataforma conta com mais de 50 funcionalidades de segurança. Entre elas estão um botão de emergência que permite ligar diretamente para a polícia, gravação de áudio, câmera de segurança e compartilhamento de rota com contatos de confiança”, afirmou.

“O aplicativo utiliza ainda inteligências artificiais que identificam passageiras em situação de maior vulnerabilidade, como viagens à noite e originadas em bares e casas noturnas, e direciona a chamada para motoristas mulheres ou condutores mais bem avaliados. Devido a todas essas iniciativas, 99,9% das corridas na plataforma são concluídas sem incidentes”, declarou.

A vereadora Silvia Ferraro, autora do pedido de investigação, disse que a intenção é justamente que as empresas se esforcem mais no atendimento das demandas de segurança dos passageiros mais vulneráveis a crimes dessa natureza.

“É uma vitória das mulheres que a justiça esteja se movendo para responsabilizar as empresas de transporte por aplicativo por tantos casos de violência sexual contra mulheres. Esperamos que isso traga mais segurança para elas assim como valorize os motoristas que têm uma postura correta no seu trabalho”, disse.

Crime contra a adolescente
O motorista de transporte por aplicativo da 99 foi preso em flagrante pela polícia por suspeita de estupra a passageira de 17 anos dentro do carro dele na Zona Sul de São Paulo.

O condutor do veículo foi capturado pelos investigadores após a denúncia feita na delegacia. A reportagem tenta localizar a defesa do homem para comentar o assunto. E também procura a empresa de transporte por aplicativo para a qual ele trabalha para ter um posicionamento.

Segundo o registro policial, a vítima pediu um carro por aplicativo de celular para ir até o trabalho, onde é jovem aprendiz, por causa da chuva. No caminho, o motorista começou uma conversa que intimidou a estudante.

Durante o trajeto, o homem parou o carro numa rua vazia atrás de um caminhão, pegou a mochila da jovem, a jogou no banco da frente. Depois, de acordo com o boletim de ocorrência, ele pulou para o banco traseiro, onde a estuprou.

De acordo com o que adolescente contou à mãe, o motorista a tratava “como se ela fosse sua ficante”. Depois, ela foi deixada por ele no local onde trabalha, e “começou a chorar”. Colegas de trabalho souberam o que aconteceu a orientaram a procurar um serviço médico.

O registro policial foi encaminhado depois para a 6ª DDM, em Santo Amaro, delegacia responsável por dar continuidade às investigações.

Fonte: G1

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Transporte

Associação do Metrô e CPTM contrata empresa para assumir a bilhetagem do transporte público em SP sem licitação

por Redação 14 de agosto de 2024

A empresa Autopass, que foi contratada para ficar responsável pelo Sistema Top e de bilhetagem do Metrô, CPTM e EMTU de São Paulo, foi escolhida sem passar pelo processo de licitação.

Ela foi escolhida pelo Abasp Mobility Clearing House, uma associação, sem fins lucrativos, criada pelo Metrô, o Consórcio Metropolitano de Transportes e a CPTM, em outubro de 2019.

A Abasp é responsável pelo sistema de bilhetagem do transporte público em São Paulo:

Trem
Metrô
EMTU
Seis meses depois de ser criada, a associação escolheu a empresa Autopass para cuidar do serviço.

Autopass, o conselho e a Abasp têm um funcionário em comum: o Fernando Manual Mendes Nogueira, empresário que tem cargos em todas as empresas.

Ele é presidente da Abasp
Administrador do Consórcio Metropolitano de Transportes
Sócio do fundo de investimentos da Autopass

O Metrô e a CPTM entram como associados especiais da Abasp. Em nenhum momento foi divulgando quanto a Abasp recebe da bilhetagem.

Segundo a Abasp, os valores de remuneração não são informados pois o contrato possui “cláusula de confidencialidade”.

O Metrô e a CPTM informaram que entre abril de 2020 e novembro de 2022 repassaram juntos R$ 35,5 milhões como contribuição associativa e depois disso não fizeram mais repasses para custear o sistema.

Em julho deste, o Tribunal de Contas do Estado questionou o governo da ausência de licitação no processo. Já que garantiria o melhor serviço, pelo melhor preço.

Segundo o conselheiro Robson Marinho, não foi apresentada qualquer norma legal, específica e justificava válida pela escolha.

O que diz a Abasp
A empresa informou que o sistema é baseado na geração de receitas alternativas, como rendimento de aplicações financeiras. Sobre os cargos de Fernando Manual Mendes Nogueira no Conselho e na Autopass, a Abasp informou que não monitora ou fiscaliza os investimentos pessoais dos seus conselheiros e a contratação da Autopass foi aprovada com unanimidade pelo conselho, no qual o Metrô e a CPTM fazem parte.

O Consórcio Metropolitano de Transportes e a Autopass não se manifestaram.

O que diz o Metrô e a CPTM
O Metrô e a CPTM informaram que “mantém rígidos programas de integridade e compliance, a contratação da operadora de bilhetagem ocorreu exclusivamente entre entidades privadas sem qualquer envolvimento direto das empresas públicas”.

O que diz o governo de SP
O governo do estado disse que esse modelo de associação foi adotado com base em estudos técnicos e jurídicos e que não tem intenção de alterá-lo, já que há vantagens econômicas, técnicas e operacionais.

Fonte: G1

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Transporte

Greve dos motoristas de ônibus em SP: o que se sabe sobre a paralisação

por Redação 4 de junho de 2024

Trabalhadores das empresas de ônibus de São Paulo marcaram para a próxima sexta-feira (7) uma greve que deverá paralisar a atividade de cerca dos 60 mil profissionais do setor, entre motoristas e cobradores.

A interrupção do serviço foi decidida na tarde desta segunda-feira (3), em assembleia realizada pela categoria na frente da Prefeitura da capital, centro de São Paulo.

Entre a reivindicações, a direção do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo pede reajuste de 3,69% pelo IPCA-IBGE, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46%, conforme cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

De acordo com o SindMotoristas, “os patrões acenaram com apenas 2,77% e composição da diferença pelo Salariômetro (índice medido pela Fipe)”, mas a proposta já havia sido rejeitada em assembleia no mês de setembro.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo diz que defende o direito à livre manifestação, mas cobra que a greve seja avisada com 72 horas antes da paralisação e pede pela manutenção de uma frota mínima em horários de pico “para reduzir o impacto junto à população”.

”O Município reforça a necessidade de atendimento aos 7 milhões de passageiros dos ônibus para que não sejam prejudicados e informa que o efetivo da GCM estará de prontidão para eventuais ocorrências”, diz a administração no comunicado.

”Em relação às motivações dos trabalhadores, cabe à Prefeitura apenas acompanhar a negociação entre as partes. A administração municipal espera que os representantes da categoria e dos empresários encontrem um ponto em comum na campanha salarial sem prejuízo aos passageiros”, completou.

Fonte: r7

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Transporte

Prefeitura de SP diz que serviço de ônibus melhorou com intervenção após operação do MP; passageiros discordam: ‘Não mudou nada’

por Redação 10 de maio de 2024

Integrantes da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) formavam a cúpula de duas empresas de ônibus — a Transwolff, na Zona Sul, e a UPBus, na Zona Leste — que eram usadas para lavar dinheiro do crime.

Nesse período, a prefeitura assumiu a operação das 145 linhas dessas duas empresas e divulgou um balanço dizendo que o serviço melhorou, mas quem usa o transporte diariamente — e até quem trabalha nas concessionárias — não concorda com a gestão municipal.

“É difícil, porque a fila está enorme. Tem vez que tem duas filas e o ônibus ainda não sai. Demora, aí a gente chega atrasada no serviço”, lamenta a diarista Maria de Jesus.

“Demora, demora muito. Tem vez que chega no ponto, fica meia hora esperando o ônibus, e não sai”, conta a aposentada Dirce Bueno.

Balanço positivo da prefeitura
A Prefeitura de São Paulo divulgou que, no primeiro mês de intervenção, os ônibus das 145 linhas da Transwolff e UPBus transportaram 650 mil passageiros;
O número representa um aumento de 270 viagens por dia, em média;
Com os números apresentados, a prefeitura diz que alcançou o objetivo de reduzir os intervalos entre as viagens e proporcionar mais conforto aos passageiros.

O motorista Rafael de Castro também afirma que não houve mudança alguma: “Está da mesma maneira. [O ônibus] sai no mesmo horário. Mesma quantidade de viagens. Não mudou nada. A mudança ainda vai vir, só esperar passar tudo”.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) diz que está definindo os parâmetros para contratar uma empresa de auditoria para dar suporte aos trabalhos dos interventores nas concessionárias e que espera ampliar a transparência dos processos e da administração das empresas durante o período em que a condução é feita pela SPTrans.

A Transwolff foi a que mais recebeu multas da SPTrans nos primeiros três meses do ano. Foram 16.158 autuações, o que dá, em média, 18 multas por dia.

A administração pública também solicitou ao Ministério Público que a prefeitura seja incluída como assistente de acusação no processo.

Fonte: G1

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Transporte

Rodízio de veículos em SP será suspenso nesta quarta, feriado de 1º de Maio

por Redação 30 de abril de 2024

O rodízio Municipal de veículos será suspenso nesta quarta-feira (1º), em razão do feriado do Dia Mundial do Trabalho.

Segundo a CET, também não vigoram as demais restrições existentes na cidade:

Rodízio de veículos pesados (caminhões);
Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC);
Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF);
As faixas exclusivas de ônibus também estarão liberadas. A ciclofaixa de lazer será ativada na quarta-feira (1º/05). O estacionamento rotativo pago – Zona Azul, funcionará conforme a sinalização do local.

A restrição volta a valer na quinta-feira (2). Regras do rodízio, de acordo com o final da placa do carro:

Segunda-feira: não circulam veículos com placas de final 1 e 2;
Terça-feira: não circulam veículos com placas de final 3 e 4;
Quarta-feira: não circulam veículos com placas de final 5 e 6;
Quinta-feira: não circulam veículos com placas de final 7 e 8;
Sexta-feira: não circulam veículos com placas de final 9 e 0.
Durante o rodízio, os veículos ficam impedidos de circular no Centro Expandido, incluindo as vias que delimitam o Minianel Viário, formado pelas marginais Tietê e Pinheiros, avenidas dos Bandeirantes e Afonso D´Escragnole Taunay, Complexo Viário Maria Maluf, avenidas Tancredo Neves e Juntas Provisórias, Viaduto Grande São Paulo e avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf.

Fonte: G1

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Transporte

Investigação liga empresas de transporte público de São Paulo ao crime organizado

por Redação 15 de abril de 2024

Na terça-feira (8), uma megaoperação chamada “Fim da linha” revelou um escândalo: que a cúpula das empresas de transporte de São Paulo Transwolff e Upbus é formada por integrantes do crime organizado.

Segundo o Ministério Público, estes homens comandavam as duas empresas de ônibus:

Luiz Carlos Efigênio Pacheco. Apelido: Pandora. Ele é suspeito de financiar um plano milionário pra tirar um preso de dentro da cadeia.
Silvio Luiz Ferreira. Apelido: Cebola. Ele está foragido da justiça há 10 anos, condenado por tráfico de drogas.
Décio Gouveia Luís. Apelido: Português. Ele é condenado por organização criminosa e suspeito de ser o braço direito de Marcos Camacho, o Marcola.

A Prefeitura de São Paulo e as empresas de ônibus
Desde os anos 1990, existem suspeitas de que o PCC atuava no transporte público de São Paulo, controlando grupos de perueiros clandestinos. O Pandora, suspeito de financiar um plano de fuga, em 2006, era um desses perueiros até se tornar dono da Transwolff.

Segundo as investigações, o ano de 2015 é decisivo: foi quando a facção pôs R$ 54 milhões na Transwolff, num esquema de lavagem de dinheiro. A Transwolff tem 1.206 veículos e, de 2015 até o ano passado, recebeu mais de R$ 5 bilhões da Prefeitura.

Segundo as investigações, um exemplo de como o crime organizado embolsava dinheiro público e podia fazer o que quisesse com ele está no fornecimento de refeições. A Transwolff pagou para um pequeno restaurante quase R$ 11 milhões de reais, entre 2015 e 2019 – mas os auditores fiscais não encontraram a compra de um quilo sequer de carne bovina, suína ou de frango.

A Transwollf transporta passageiros na Zona Sul. Já a Upbus, na Zona Leste, conta com uma frota de 159 ônibus.

O Ministério Público afirma que o crime organizado também injetou dinheiro sujo na Upbus, quase R$ 21 milhões para conseguir participar da licitação – e que Português e Cebola fazem parte da direção da empresa.

Cebola chegou a ser preso em 2012, com 635 quilos de maconha numa garagem que depois se tornaria a sede da empresa. Ele era um dos chefes da quadrilha e, na época, escreveu para os comparsas o que fazer com a droga: “vendendo a vácuo, o lucro será muito bom. E assim, fortalecer o caixa da família”. A família é o PCC.

A prefeitura contratou a Upbus em 2018. Até 2023, a empresa recebeu R$ 391 milhões dos cofres públicos.

O que dizem as partes envolvidas
Na terça-feira, seis pessoas foram presas, entre elas o Pandora. A defesa dele não falou sobre as acusações de lavagem de dinheiro. Sobre a tentativa de resgate de um preso, disse que o caso foi arquivado e que pandora não teve nenhum envolvimento.

O português responde em liberdade. A defesa diz que ele não é do crime organizado e que é inocente das acusações.

Também havia uma mandado de prisão contra Cebola, mas ele continua foragido. Em uma casa que seria dele, a polícia apreendeu munição e armas.

A Justiça afastou a cúpula das duas empresas, que estão agora sob intervenção da Prefeitura. Os ônibus continuam circulando.

Fonte: Fantastico

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