Concurso em Salto vira alvo do MP após provas em refeitório e presença de prefeito gerar suspeitas

por Redação

O concurso público da Prefeitura de Salto (SP), realizado no último domingo (12), entrou na mira do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após uma série de denúncias feitas por candidatos. O certame, que reuniu mais de 16 mil inscritos para 127 vagas na área da educação, é alvo de questionamentos sobre possíveis irregularidades na aplicação das provas.

Entre os principais problemas relatados está a utilização de espaços considerados inadequados, como o refeitório de uma escola, para aplicação do exame. Candidatos afirmam que o ambiente tinha grande circulação de pessoas, ruído constante e interrupções frequentes, prejudicando a concentração durante a prova.

Outra queixa recorrente envolve a inconsistência na aceitação de documentos digitais. Enquanto alguns locais permitiram esse tipo de identificação, outros barraram candidatos na mesma situação, gerando confusão e sensação de tratamento desigual.

A presença do prefeito de Salto, Geraldo Garcia, em uma das salas também foi incluída na denúncia encaminhada ao MP. Segundo relatos, ele teria entrado no local, cumprimentado os participantes e desejado “boa sorte”, o que levantou questionamentos sobre a adequação da conduta durante o processo seletivo.

Há ainda relatos de falhas na organização, como falta de fiscais em algumas salas, listas de presença já assinadas previamente, celulares não lacrados — com aparelhos tocando durante a prova — e até orientações equivocadas sobre o preenchimento do gabarito.

Em nota, a Prefeitura de Salto reconheceu algumas ocorrências pontuais, como casos de candidatos com documento digital e falhas no lacre de celulares, afirmando que as provas desses participantes serão anuladas conforme as regras do edital. Sobre o uso do refeitório, a administração alegou problema de infraestrutura em uma escola, o que levou à realocação de 19 candidatos, garantindo que não houve prejuízo.

A gestão municipal informou ainda que todas as situações serão registradas em relatório da empresa organizadora. Já a empresa responsável pela aplicação, SH Dias, não se manifestou. O Ministério Público, por sua vez, ainda não confirmou se a denúncia resultará na abertura de investigação formal.

Fonte: G1

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