Condenado a mais de 24 anos, ex-chefe da PRF quer fazer Enem para reduzir pena

Condenado a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques informou a aliados que pretende prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2026 com o objetivo de tentar reduzir sua pena.

Colega de prisão de Jair Bolsonaro na Papudinha, Silvinei baseia a estratégia no entendimento adotado por alguns juízes de que presos aprovados em todas as áreas de conhecimento do Enem podem ter direito à remição de parte da pena, mesmo quando já possuem ensino médio completo.

Desde 2010, o Ministério da Educação (MEC) aplica anualmente o Enem PPL, versão do exame destinada a pessoas privadas de liberdade. De acordo com a pasta, a iniciativa busca favorecer o processo de ressocialização.

A prova mantém o mesmo nível de dificuldade e a mesma estrutura da versão regular. Cada unidade prisional conta com um responsável pedagógico, encarregado de inscrever os detentos e definir o local de aplicação do exame.

Segundo o MEC, caso o preso consiga vaga em instituição de ensino superior com a nota do Enem, cabe à Justiça decidir se ele poderá ou não cursar a graduação.

Silvinei foi transferido para a Papudinha em dezembro, após ser flagrado tentando fugir pelo Aeroporto de Assunção, no Paraguai. Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o ex-diretor da PRF a continuar assistindo remotamente às aulas de doutorado no formato de Ensino a Distância (EAD).

Fonte: METRÓPOLES

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