Brasil Correios aprovam plano de reestruturação e preveem captação de R$ 20 bilhões até o fim do mês Redação21 de novembro de 2025023 visualizações Após 12 trimestres consecutivos de prejuízo, os Correios aprovaram um novo plano estratégico para enfrentar a crise financeira e garantir a continuidade de suas operações como operador nacional de logística. A estatal informou nesta quarta-feira (19) que o projeto foi validado pelos conselhos da empresa e inclui medidas para recuperar liquidez e reequilibrar as contas. O plano está estruturado em três frentes: recuperação financeira, consolidação do modelo operacional e crescimento estratégico. Para viabilizar as ações, a companhia prevê concluir ainda em novembro a captação de R$ 20 bilhões por meio de um consórcio de bancos. Entre as medidas previstas para os próximos 12 meses estão a implementação de um Programa de Demissão Voluntária, a redução de custos com assistência médica, a reestruturação da rede de atendimento — com possibilidade de fechamento de até mil unidades deficitárias —, além da modernização da infraestrutura tecnológica e operacional. Os Correios também planejam monetizar ativos e vender imóveis, estimando arrecadar até R$ 1,5 bilhão nessa etapa. A expansão do portfólio voltado ao comércio eletrônico e a análise de fusões e aquisições completam a estratégia de médio prazo. O presidente da estatal, Emmanoel Rondon, já havia antecipado parte das medidas em outubro, e agora elas passam a integrar oficialmente o plano aprovado. No entanto, o comunicado divulgado pela empresa não detalha como cada ação será executada. Apesar dos cortes previstos, os Correios reforçam que a universalização dos serviços postais continua sendo um compromisso inegociável. A estatal destaca sua capilaridade, que permite atender todos os municípios brasileiros e realizar entregas essenciais, como livros didáticos, materiais eleitorais e ajuda humanitária — argumento usado para defender sua importância social, mesmo com o déficit líquido de R$ 4,5 bilhões registrado no primeiro semestre de 2025. A expectativa é reduzir o déficit em 2026 e retomar a lucratividade em 2027. Contudo, o plano enfrenta riscos significativos, como a dependência de crédito em um mercado instável, incertezas na venda de ativos e a crescente pressão por eficiência em um setor competitivo e altamente regulado. Fonte: G1