Crespo roda o elenco e acha soluções para São Paulo fazer lição de casa na Copa do Brasil

por Redação

É muito difícil que qualquer trabalho resista sem feridas a tantos problemas. Questões físicas, que tanto já assombraram o São Paulo no passado, voltaram a dar dor de cabeça para o técnico Hernán Crespo no presente. Mesmo assim, o treinador tem encontrado soluções para que o Tricolor faça o que precisa ser feito. Na última quinta-feira, contra o Athletico-PR, foi assim.

Antes dos 20 minutos do primeiro tempo da partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, Crespo perdeu Wendell. O lateral-esquerdo, em seu melhor momento no São Paulo, sentiu uma lesão na coxa esquerda e se juntou a outros seis jogadores no departamento médico.

Crespo, preocupado com questões físicas, já havia preservado titulares desgastados para evitar novas lesões. Wendell, inclusive, tinha sido reserva e jogado apenas 21 minutos no domingo, contra o Fluminense, justamente para poder ser titular diante do Athletico. Mas como nem tudo é controlável no futebol, nem a preocupação do treinador foi o suficiente para evitar a lesão.

A saída de Wendell para a entrada de Enzo Diaz, porém, pouco afetou o São Paulo contra o Athletico, porque o time comandado por Hernán Crespo cada vez mais parece ter uma cara, uma maneira de jogar, independentemente de quem esteja em campo.

Está cada vez mais comum ver o São Paulo construindo jogadas trabalhadas, com inversão de lado, idas à linha de fundo, tabelas, triangulações… E foi assim que o gol de Pablo Maia, o primeiro da noite, foi construído. O Tricolor começou a construção ofensiva pela direita, foi para a esquerda, Enzo chegou à linha de fundo, cruzou para a direita e, só depois, o volante abriu o placar em belo chute de fora da área.

Durante o jogo contra o Athletico, essa foi a principal arma do São Paulo. Circular a bola, trocar passes com velocidade, levar seus jogadores de um lado para o outro, com muita liberdade. Ferreira, por exemplo, um clássico ponta esquerda, virou um atacante sem posição fixa e deu muito trabalho aos defensores adversários, além de ter feito o segundo gol.

A escalação usada contra o Athletico não teve Ferraresi, suspenso, Luciano, Bobadilla e Alisson, preservados. Todos, menos o zagueiro, porém, entraram no decorrer da partida. E um sinal de que o São Paulo de Crespo já tem uma cara é que pouco mudou no que se viu em campo mesmo sem diversos titulares.

Houve oscilações, obviamente naturais. A saída de Luciano, que até então havia participado de todos os gols do Tricolor depois da chegada de Crespo, poderia ter diminuído o poderio ofensivo tricolor, mas não foi isso o que aconteceu. O São Paulo fez dois gols e esteve perto de encaminhar a vaga às quartas de final, mas o Athletico diminuiu a vantagem no fim.

Durante o segundo tempo, principalmente, o Tricolor teve momentos em que não conseguiu chegar com tanta facilidade ao gol de Santos, mas também não sofreu. O Athletico deu pouco trabalho a Jandrei, que mal fez defesas e não teve culpa no gol que pôs números finais à partida.

Tentando fugir de problemas e driblando as lesões e o desgaste como é capaz, Crespo tem encontrado soluções para fazer o São Paulo jogar futebol. Agora, pode até empatar na Arena da Baixada para voltar para casa, na semana que vem, com a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.

Fonte: GE

Leia também