Defesa afirma que exames confirmam duas hérnias em Bolsonaro e pede cirurgia ao STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou neste domingo (14) que exames de ultrassonografia confirmaram a presença de duas hérnias inguinais bilaterais. Diante do diagnóstico, os advogados devem reforçar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que o ex-presidente seja submetido a uma cirurgia em breve.

De acordo com a defesa, a avaliação foi realizada por médicos particulares nas dependências da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após autorização do ministro Alexandre de Moraes. O procedimento ocorreu no sábado (13) e teve como objetivo atualizar os exames médicos apresentados anteriormente ao STF.

Em publicação nas redes sociais, um dos advogados afirmou que a cirurgia é considerada a única forma de tratamento definitivo para o quadro identificado. A defesa sustenta que o procedimento é necessário diante das dores e do desconforto relatados por Bolsonaro nas últimas semanas.

O exame de ultrassonografia havia sido solicitado na quinta-feira (11) e autorizado no dia seguinte. Na decisão, Moraes destacou que os laudos anteriores apresentados pelos advogados tinham mais de três meses e determinou também a realização de perícia médica oficial pela Polícia Federal para avaliar a real necessidade da cirurgia.

Segundo o pedido apresentado ao STF, a ultrassonografia é um procedimento simples, não invasivo e que poderia ser realizado no local, sem necessidade de sedação ou estrutura hospitalar. A defesa argumenta que a medida visa acelerar a conclusão da perícia e não interferir no andamento do processo.

Além dos exames, os advogados anexaram um relatório médico apontando que Bolsonaro tem se queixado de dores na região inguinal, agravadas por crises recorrentes de soluços. O documento afirma que o quadro exige tratamento cirúrgico sob anestesia geral.

A defesa também relatou episódios de falta de ar e desmaios associados aos soluços persistentes, apontando risco de agravamento do estado de saúde. Por isso, pediu atenção imediata do STF às novas intercorrências médicas apresentadas.

Fonte: G1

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