Derrota na altitude é menor dos problemas de Seleção com nove meses para conquistar o torcedor

O Brasil fechou sua participação nas Eliminatórias da Copa do Mundo com derrota para a Bolívia, em El Alto, a 4.100 metros de altitude. Apesar das dificuldades naturais do ambiente, o revés escancara uma campanha histórica negativa da Seleção: seis derrotas contra cinco adversários diferentes e apenas o quinto lugar na classificação, com 28 pontos.

No duelo desta terça-feira (9), o Brasil entrou em campo com a proposta de cadenciar o jogo, em um 4-3-3 que se transformava em 4-5-1 sem a posse de bola. A estratégia, no entanto, não se consolidou. A Bolívia, apoiada pela torcida e pelo grito de “Sí, se puede”, acelerou pelas laterais e levou perigo principalmente com Miguelito, autor do gol de pênalti marcado aos 48 minutos do primeiro tempo após revisão do VAR.

Os números refletem a superioridade boliviana: 23 finalizações contra 10 do Brasil, sendo 9 no alvo contra apenas 3 da Seleção. Apesar da reação no segundo tempo, quando Carlo Ancelotti apostou em Estêvão, Raphinha, João Pedro e Marquinhos para dar mais ofensividade ao time em um 3-5-2, o time brasileiro pouco conseguiu assustar o goleiro Lampe.

Além da derrota, a partida mostrou problemas de desempenho coletivo, dependência de jogadas individuais e dificuldades para impor ritmo contra adversários mais intensos.

Com apenas nove meses para a abertura da Copa do Mundo, a missão da Seleção Brasileira vai muito além de questões táticas: será preciso reconquistar a confiança da torcida e provar que é capaz de competir em alto nível.

Fonte: GE

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