A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, nesta quinta-feira (11), manter a prisão preventiva de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, detido há 50 dias no Complexo Penitenciário de Gericinó. Ele é réu por tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis durante uma abordagem em sua residência, no Joá, Zona Oeste do Rio.
O julgamento do habeas corpus teve como relatora a desembargadora Márcia Perrini Bodart, que já havia negado um pedido anterior. Para ela, as atitudes do artista foram graves, sobretudo pela gravação em que aparece afrontando policiais. Os desembargadores Luiz Marcio Victor Alves Pereira e Gizelda Leitao Teixeira acompanharam o voto pela manutenção da prisão.
A defesa, representada pelo advogado Nilo Batista, sustentou que Oruam sofre perseguição policial por ser filho de Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho, e questionou a legalidade da ação realizada em sua casa. Batista também criticou acusações sobre o envolvimento do artista com a chamada “narcocultura”.
O processo segue em primeira instância, onde serão analisados o mérito e a responsabilidade criminal. Oruam está preso desde 24 de julho, após se entregar à polícia. Se condenado, poderá responder por tentativa de homicídio, ameaça, dano ao patrimônio público, desacato, resistência e associação ao tráfico, com penas que podem ultrapassar 18 anos de prisão.
Fonte: OGLOBO