Diretor do Palmeiras reforça desejo de renovar com Abel e quer afastar “fantasmas” em meio a cobranças

por Redação

O Palmeiras inicia sua trajetória na Conmebol Libertadores nesta quinta-feira, quando visita o Sporting Cristal, em Lima, no Peru, às 19h (de Brasília). A busca pelo tetracampeonato continental é a chance de acalmar o clima alviverde.

Em momento turbulento após o vice-campeonato do Paulista e vaias na estreia do Brasileirão, o Verdão entra na competição ciente de que há cobrança de seus torcedores. Mas entende que não são necessárias mudanças drásticas para recolocar o time nos eixos.

– Não tem como ser diferente, se considerarmos as últimas cinco temporadas, a exigência em relação ao Palmeiras sempre vai ser muito grande. Nas últimas cinco Libertadores, o Palmeiras venceu duas, chegou em duas semifinais, e em outra foi eliminado em casa com possibilidade de reverter o resultado. Cria-se uma expectativa grande, e o Palmeiras precisa estar acostumado – resumiu Anderson Barros, diretor de futebol alviverde, ao ge.

A avaliação interna também é de que a performance ainda não condiz com a força do elenco, mas a conclusão é de que o motivo está na reformulação realizada de 2024 para 2025.

– Saíram nove atletas e chegaram sete novos no elenco, e uma particularidade muito importante, o Palmeiras promoveu cinco atletas novos da base. E quando faz isso, além do perfil de contratações, precisamos entender que é uma equipe em construção, está amadurecendo – prosseguiu Barros.

Com R$ 435 milhões de investimento em reforços, o Verdão contratou para 2025: Vitor Roque, Facundo Torres, Emiliano Martínez, Lucas Evangelista, Bruno Fuchs, Micael e Paulinho (que ainda não estreou). Ainda promoveu do sub-20 Benedetti, Figueiredo (que lesionou o joelho), Allan, Thalys e Luighi.

Em contrapartida, deixaram o clube nomes importantes na história recente como Zé Rafael, Dudu e Rony, além de Caio Paulista, Vitor Reis, Rômulo, Gabriel Menino, Fabinho e Lázaro.

– A equipe precisa do seu tempo para desenvolver. O Palmeiras pode não ter performado como o torcedor espera, mas foi à sexta final consecutiva de Paulista, vencendo quatro delas. Temos crédito suficiente para dizer ao nosso torcedor que sabemos o caminho.

No momento em que os questionamentos aumentam, a saída encontrada na Academia de Futebol é focar no dia a dia e evitar que “fantasmas” abalem as convicções do departamento de futebol.

– Precisamos continuar o trabalho e acreditar nos processos. Neste momento se levantam vários fantasmas, e não podemos permitir que estes fantasmas interfiram no que acreditamos. Será que o que fizemos tem que ser esquecido? Não. Se tivemos muitos resultados, alguma coisa conseguimos perceber de forma positiva.

– Temos todos que ter a consciência que precisamos trabalhar e muito para colocar novamente as coisas como sempre foram. Temos que ter a convicção do que nós fazemos. É inegociável. Trabalhamos internamente, dentro da Academia, no nosso limite, para ter nossos resultados – completou o diretor de futebol.

“Abel é peça fundamental”
Apesar das dificuldades neste início de temporada, a confiança do departamento de futebol em Abel Ferreira segue inabalável.

Com contrato até o fim do ano, o técnico já declarou que esta seria sua última temporada no Brasil. O interesse do Palmeiras, contudo, é ainda discutir uma nova renovação com o comandante da equipe desde 2020.

– O Abel é peça fundamental no processo (…) Quando encaramos uma quinta temporada, sempre há desgastes, há dificuldades por este convívio. Mas nós, da diretoria, da comissão técnica, funcionários, atletas, temos muito claro o que queremos, buscar incessantemente cada resultado. O Palmeiras vai disputar um Mundial fruto de tudo que foi construído – respondeu.

– O Abel sabe o que nós pensamos, o que a senhora presidente pensa da continuidade dele e vamos conversar no momento oportuno, que a gente entende ser o melhor para as partes. Há uma relação não só profissional, mas de confiança do que cada parte diz à outra – concluiu.

Fonte: GE

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