Mundo Discurso de Trump no Parlamento de Israel é interrompido por oposição; dois deputados são expulsos Redação13 de outubro de 2025021 visualizações Dois parlamentares da esquerda israelense foram expulsos do Knesset nesta segunda-feira (13) após interromperem o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ação ocorreu durante a visita oficial do republicano a Israel, marcada por manifestações e homenagens. Os deputados Ofer Cassif e Ayman Odeh, ambos da aliança Hadash, exibiram cartazes pedindo que Trump reconhecesse o Estado da Palestina e chamando os ataques em Gaza de “genocídio”. A segurança foi acionada imediatamente, e ambos foram retirados do plenário por ordem do presidente do Parlamento, Amir Ohana. “Desculpe por isso, senhor presidente”, disse Ohana após a confusão.Trump reagiu com ironia, elogiando a rapidez da segurança: “Isso foi muito eficiente”, afirmou, arrancando aplausos dos parlamentares e apoiadores presentes. Durante seu discurso, Trump declarou o fim da guerra na Faixa de Gaza, dizendo que “depois de tantos anos de guerra incessante, hoje os céus estão calmos, as armas estão silenciosas e as sirenes estão paradas”. “Este não é apenas o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e o início de uma era de fé, esperança e de Deus”, declarou o presidente americano. Trump afirmou que o grupo Hamas aceitou se desarmar, o que, segundo ele, marcaria o início de “uma nova era de paz no Oriente Médio”. No entanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não confirmou oficialmente o fim da guerra e declarou no domingo (12) que a “campanha militar ainda não acabou”. Durante a sessão, o presidente do Knesset, Amir Ohana, anunciou que, junto com outros líderes de parlamentos estrangeiros, vai indicar Trump ao Prêmio Nobel da Paz de 2026. “Vamos nos reunir para apresentar sua candidatura ao Nobel da Paz no próximo ano”, afirmou. Trump foi recebido com ovação de cerca de quatro minutos, tanto ao entrar no plenário quanto após seu discurso. Também estiveram presentes o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o embaixador Mike Huckabee e o presidente de Israel, Isaac Herzog. A visita do presidente americano inclui encontros com Benjamin Netanyahu e famílias dos reféns israelenses. O acordo de cessar-fogo vigente prevê que Israel liberte quase 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua. Fonte: CBN