Dono de joalheria é alvo da polícia após vender relógio com peças falsas por R$ 200 mil

por Redação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu, nesta quinta-feira (16), mandados de busca e apreensão contra o empresário André Vinícius Peralta, investigado por suspeita de vender um relógio de luxo da marca suíça Patek Philippe com peças falsificadas pelo valor de R$ 200 mil.

A operação foi realizada por agentes da 12ª DP (Copacabana) em dois endereços localizados na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.

Segundo as investigações, a vítima comprou o relógio acreditando que se tratava de um produto original. No entanto, após submeter a peça a uma perícia especializada, foi constatado que o mecanismo interno era de fabricação chinesa, incompatível com o modelo autêntico da marca suíça.

De acordo com a Polícia Civil, ao ser informado sobre a fraude, o empresário aceitou receber o relógio de volta e prometeu devolver integralmente os R$ 200 mil pagos pela vítima.

Entretanto, após recuperar o relógio, André Vinícius Peralta não realizou o reembolso e alegou ter vendido o item para um terceiro. Com isso, a vítima ficou sem o relógio e sem o dinheiro investido.

Investigado possui histórico de ocorrências policiais

As investigações apontam que André Vinícius Peralta, de 55 anos, acumula dezenas de registros policiais desde 2004. Entre as ocorrências estão investigações por estelionato, receptação, furto, apropriação indébita, ameaça e crimes contra a economia popular.

Segundo a polícia, o empresário também foi preso em 2004 por mandado de prisão civil e, em 2015, por prisão preventiva relacionada a um crime de roubo.

Em 2019, ele já havia sido alvo da Operação Boca Rica, conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos, que interditou estabelecimentos suspeitos de comercializar joias e ouro de origem ilícita.

Ainda conforme a Polícia Civil, uma empresa ligada ao investigado também aparece em um inquérito instaurado em 2017 por receptação de joias e de um relógio Rolex. A mesma empresa teria sido utilizada na negociação do relógio com peças falsificadas que é alvo da investigação atual.

O empresário é investigado pelos crimes de apropriação indébita, estelionato, receptação e infração contra as relações de consumo.

Fonte: r7

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