Drones-bomba no Rio: investigação aponta que Comando Vermelho contou com apoio de militar da Marinha para adaptar tecnologia

Durante a megaoperação realizada nesta terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, criminosos do Comando Vermelho usaram drones para lançar bombas contra policiais. As imagens, divulgadas pela Polícia Civil, mostram os equipamentos sobrevoando as forças de segurança e liberando granadas. Não há registro de feridos após os ataques.

O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que “é assim que a polícia do Rio de Janeiro é recebida por criminosos: com bombas lançadas por drones”.

O uso dessa tecnologia por facções criminosas já vinha sendo monitorado pela polícia. Em 2023, o programa Fantástico, da TV Globo, revelou que um militar da Marinha ajudou o Comando Vermelho a adaptar drones para lançar explosivos. Segundo a reportagem, o cabo Rian Maurício Tavares Mota foi preso dentro de um quartel da Marinha, em Niterói, e apontado como responsável por desenvolver dispositivos que permitiam acoplar granadas aos drones, além de treinar traficantes para utilizá-los em confrontos.

As investigações da Polícia Federal indicam que Rian também usava os equipamentos para monitorar o deslocamento de viaturas e repassar informações estratégicas à facção. Em sua casa, os agentes encontraram um bunker subterrâneo preparado para esconderijo e sobrevivência por vários dias.

Em interceptações telefônicas, Rian aparece negociando com Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, um dos chefes do Comando Vermelho, sobre a compra de um “dispensador” — dispositivo que libera granadas presas ao drone.

Os investigadores acreditam que o caso não é isolado. Outras operações da PF já haviam identificado facções do Rio utilizando drones adaptados para lançar explosivos, prática inspirada em táticas de guerra vistas em conflitos como o da Ucrânia.

Fonte: OGLOBO

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