Empresa agropecuária é alvo de operação por suspeita de golpe milionário em MT

Uma empresa do ramo agropecuário é investigada por suspeita de aplicar golpes na compra de grãos e causar prejuízos milionários a produtores rurais em Mato Grosso. A Operação Agro-Fantasma foi deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (4), com cumprimento de mandados em Cuiabá, Alto Taquari, a 509 km da capital, e também em Campo Grande (MS).

Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados. Entre os bens atingidos estão uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões, veículos de luxo e uma casa em condomínio de alto padrão. A polícia também apreendeu cerca de 6,3 mil dólares em espécie.

Em um dos casos apurados, o prejuízo ultrapassa R$ 58 milhões. Além das supostas fraudes na compra de grãos, o grupo é investigado por irregularidades fiscais e obtenção indevida de créditos.

Segundo a polícia, os suspeitos se apresentavam como empresários consolidados e ofereciam parcerias a produtores rurais. A proposta previa o uso das propriedades das vítimas para intermediar a compra de grãos a prazo, com promessa de pagamento posterior pela empresa. Conforme a investigação, os primeiros compromissos eram honrados, o que gerava confiança. Posteriormente, os pagamentos deixavam de ser realizados, enquanto o grupo ficava com os grãos sem quitar as dívidas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juízo das Garantias – Polo de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, com base em apuração da Delegacia de Comodoro, a 677 km da capital. O grupo é investigado por estelionato e associação criminosa. A Operação Agro-Fantasma integra o planejamento estratégico da instituição para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa estadual de combate à criminalidade. As investigações continuam.

À TV Centro América, o advogado da Imaculada Agronegócio, Miguel Zaim, afirmou que as acusações não procedem. Segundo ele, a investigação atinge pessoas que não teriam ligação formal com a empresa, que teria apenas dois sócios. Ele declarou ainda que um familiar citado na operação não integra o quadro societário nem participou de negociações.

“Na realidade há uma falácia de mídias pagas por esses sites, a gente já identificou. A empresa, absolutamente, não deve para ninguém. Se você ver o boletim de ocorrência, onde a suposta vítima alega ser vítima de estelionato, ali é uma narrativa de um ato negocial”, afirmou.

Fonte: G1

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