Brasil Empresário acusado de matar gari tem histórico de agressões contra ex e atropelamento Redação14 de agosto de 2025071 visualizações O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, preso suspeito de atirar e matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, tem histórico de prática de violência doméstica, segundo investigações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e boletins de ocorrência registrados contra ele por duas ex. O homem também já se envolveu em acidente que terminou com uma pessoa morta. Durante a audiência de custódia que definiu a prisão preventiva do suspeito nesta quarta-feira (13), o juiz apontou que ele responde por lesão corporal grave contra uma ex-companheira, que teve um dos braços quebrados pelo suspeito. Casa destruída, pé da ex quebrado e vassouradaUm boletim de ocorrência registrado no Rio de Janeiro em 2021 por uma mulher que disse à época “que vive um relacionamento abusivo com Renê” aponta que o homem a agrediu “segurando-lhe pelos braços e empurrando na parede”. Ele teve o pé quebrado, segundo o registro policial. A mulher também informou à polícia que o agressor se enfureceu e “iniciou uma destruição da casa, revirando os bens no interior do imóvel” depois de perder os documentos e a vítima não encontrar sua carteira. A mulher relatou, ainda, ameaça de morte contra ela e seus familiares, além de socos e pontapés contra animais do casal como forma de abalá-la psicologicamente. Em outro boletim de ocorrência, de 2021, a ex-mulher de Renê relatou ter sido agredida com um empurrão e vassouradas pelo homem por ele não aceitar o fim do casamento. Não há informações sobre se cada um desses casos motivou processos contra o empresário, mas uma ação que corre em segredo de justiça e sobre a qual não há detalhes foi identificada contra Renê. Acidente com morte de mulher em situação de ruaO empresário também tem um registro de ocorrência policial na cidade do Rio de Janeiro, em 2011, que não chegou a resultar em processo judicial. Na época, Renê Júnior se envolveu em um acidente que terminou com a morte de uma mulher em situação de rua. Segundo o boletim do caso, ele tinha habilitação apenas para carro, e não para moto, veículo que conduzia no dia do fato. Renê Júnior disse à polícia que passava por uma avenida quando a vítima tentou atravessar e se assustou com a buzina. Ela então voltou para a calçada, momento em que foi atropelada. Na época, o empresário afirmou ter tentado contato com a família, mas não conseguiu. Alegou que a inclusão da “categoria A”, que permite pilotar motos, estava em andamento e que, mesmo habilitado, não teria como evitar o acidente. Juiz falou em personalidade ‘violenta’ e ‘desequilibrada’Durante audiência de custódia que determinou a prisão preventiva de Renê da Silva Nogueira Júnior, o juiz também afirmou considerar a personalidade do empresário como “violenta, desequilibrada”. A prisão preventiva foi pedida pelo Ministério Público e a audiência ocorreu na manhã desta quarta-feira (13). A defesa chegou a pedir o relaxamento, argumentando que não haveria indícios suficientes para manter a prisão preventiva. Os advogados destacaram que o acusado é réu primário, possui bons antecedentes e residência fixa. Além disso, a defesa de Renê pediu que o caso fosse colocado sob sigilo, mas a Justiça não atendeu a solicitação. O juiz Leonardo Damasceno, da Central de Audiência de Custódia, não acolheu os argumentos. Ele alegou haver elementos suficientes para manter a prisão, como “perseguição ininterrupta” da polícia, identificação do veículo e reconhecimento de testemunhas. O magistrado também afirmou que se trata de um crime hediondo, e que é necessário punição. Fonte: G1