A Enel Distribuição São Paulo afirmou nesta quinta-feira (11) que ainda não há prazo para restabelecer o fornecimento de energia em milhares de imóveis da capital e da Grande São Paulo. A região foi atingida por ventos de até 98 km/h na quarta-feira (10), deixando mais de 1,5 milhão de clientes sem luz em 24 municípios atendidos pela concessionária — cerca de 1 milhão deles apenas na capital.
A empresa justificou as imagens que mostraram pátios lotados de veículos em ao menos três pontos da cidade, argumentando que os carros pertencem a equipes de diferentes turnos. Segundo o diretor regional, Marcelo Puertas, a rotatividade explica o grande volume de viaturas estacionadas: equipes que encerraram o turno de madrugada retornaram ao mesmo ponto enquanto outros trabalhadores chegavam para iniciar o expediente.
Puertas também destacou que a companhia ampliou o quadro de funcionários desde a crise de outubro de 2024. De acordo com ele, 1.200 colaboradores foram contratados e outros 400 estão em fase de contratação, além das equipes terceirizadas. Cerca de 600 equipes — cada uma com 2 a 6 profissionais — atuavam até as 8h desta quinta.
Os impactos seguem amplos: semáforos apagados, abastecimento de água prejudicado e serviços essenciais comprometidos. A Enel atribui o apagão às fortes rajadas de vento provocadas por um ciclone extratropical, que lançaram galhos e objetos sobre a rede elétrica. Todos os 24 municípios atendidos pela companhia registraram ocorrências relacionadas à falta de energia.
Clientes relataram que o aplicativo da empresa tem apresentado informações inconsistentes sobre o prazo de retorno da energia, com previsões que mudam rapidamente ou que não podem ser registradas em captura de tela. Outros sequer conseguiram acessar o sistema.
Apesar disso, Puertas evitou anunciar uma previsão definitiva para o restabelecimento. Ele afirmou que a Enel segue trabalhando “durante todo o dia e madrugada” e que os ventos constantes — previstos em até 60 km/h nesta quinta — dificultam a operação.
Fonte: G1