Brasil Esmeraldas e pelo menos R$ 300 mil em dinheiro vivo são apreendidos em operação contra dono da Ultrafarma Redação12 de agosto de 2025088 visualizações O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com auxílio da polícia, apreendeu nesta terça-feira (12) dois pacotes com esmeraldas e pelo menos R$ 300 mil durante a operação que visa desarticular um esquema de corrupção bilionário envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos, sendo os alvos: Sidney OIiveira, dono e fundador da Ultrafarma;Artur Gomes da Silva Neto, auditor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Fazenda estadual paulista;Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop. Segundo os promotores, o investigado não é servidor público e também já foi processado pelo crime de estelionato no Mato Grosso do Sul. A identidade dele não foi divulgada. Segundo a investigação, Artur comandava um esquema de fraudes em créditos tributários, tendo arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021, segundo os promotores. Ele usava o cargo dele para manipular processos administrativos e facilitar a quitação de créditos tributários às empresas. O auditor recebia propina mensalmente para manter o esquema. Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda informou que acabou “de instaurar processo administrativo para apurar, com rigor, a conduta do servidor envolvido e que solicitou formalmente ao Ministério Público do Estado de São Paulo o compartilhamento de todas as informações pertinentes ao caso”. (Leia a íntegra ao final.) O g1 e a TV Globo procuraram a Ultrafarma, mas não haviam obtido retorno até a última atualização deste texto. A reportagem também tenta localizar a defesa do empresário. Em nota, a Fast Shop informou “que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação, e está colaborando com o fornecimento de informações às autoridades competentes”. Além dos três mandados de prisões, os agentes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos alvos e nas sedes das empresas investigadas. Segundo o Ministério Público, a operação é fruto de meses de trabalho investigativo, com análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações autorizadas pela Justiça. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O que diz a Secretaria da FazendaAbaixo, leia a íntegra da nota da Secretaria da Fazenda: “A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) está à disposição das autoridades e colaborará com os desdobramentos da investigação do Ministério Público por meio da sua Corregedoria da Fiscalização Tributária (Corfisp). Enquanto integrante do CIRA-SP – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos – e diversos grupos especiais de apuração, a Sefaz-SP tem atuado em diversas frentes e operações no combate à sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ilícitos contra a ordem tributária, em conjunto com os órgãos que deflagraram operação na data de hoje. Além disso, a Sefaz-SP informa que acaba de instaurar processo administrativo para apurar, com rigor, a conduta do servidor envolvido e que solicitou formalmente ao Ministério Público do Estado de São Paulo o compartilhamento de todas as informações pertinentes ao caso. A administração fazendária reitera seu compromisso com os valores éticos e justiça fiscal, repudiando qualquer ato ou conduta ilícita, comprometendo-se com a apuração de desvios eventualmente praticados, nos estritos termos da lei, promovendo uma ampla revisão de processos, protocolos e normatização relacionadas ao tema.” Fonte: G1