Exumação de Mamonas Assassinas emociona familiares com objetos pessoais sobre caixões

por Redação

A exumação dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, realizada nesta segunda-feira em Guarulhos, trouxe momentos de grande emoção para os familiares, que encontraram objetos pessoais sobre os caixões. Uma jaqueta foi colocada sobre o caixão do vocalista Dinho, enquanto uma pelúcia decorou o de Bento Hinoto, segundo Jorge Santana, primo de Bento e CEO de uma marca ligada à banda.

A pelúcia será higienizada e exposta no Memorial da banda. Claudia Hinoto, cunhada de Bento, explicou que a iniciativa visou preservar memórias e que o ato de colocar a pelúcia representou um gesto simbólico da família.

Após a exumação, os corpos serão cremados e transformados em adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, uma para cada integrante. O projeto, resultado de parceria entre as famílias e o cemitério, prevê urnas biodegradáveis com sementes e um memorial interativo, com totens e QR Codes reunindo fotos, vídeos e relatos sobre os músicos.

A cerimônia foi marcada por recordações emocionantes. Hildebrando Alves, pai de Dinho, destacou a importância da fé e da inspiração que motivou as composições da banda. Para os familiares, o projeto das árvores representa uma extensão simbólica da vida dos integrantes e um espaço de encontro para fãs.

A morte dos cinco músicos completa 30 anos na próxima segunda-feira. Em 2 de março de 1996, a banda retornava de um show em Brasília quando o jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, caiu na Serra da Cantareira, Norte de São Paulo. Além dos integrantes, morreram o piloto, o co-piloto, o ajudante de palco e o segurança.

Os Mamonas Assassinas estavam no auge do sucesso, com um disco lançado em 1995 que vendeu 1,8 milhão de cópias nos oito meses seguintes e shows por todo o país, incluindo a turnê que seria encerrada em Brasília antes da preparação do segundo álbum.

Fonte: OGLOBO

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