Filho de vítima relata terror durante tornado no Paraná: “Foi como se caísse uma bomba na casa”

por Redação

O impacto do tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, continua deixando marcas profundas entre os moradores. Um dos seis mortos na tragédia foi José Gieteski, aposentado que teve a casa arremessada pela força do vento.

O filho dele, Antonio Gieteski, relatou os momentos de desespero vividos pela família:

“O pai estava com a mãe em casa, como de costume. De repente veio o tornado e, em questão de um minuto, foi como se caísse uma bomba na casa deles. A casa foi arremessada uns 30 metros. Nesse impulso, ele foi junto e as madeiras caíram em cima”, contou.

A esposa de José também foi arremessada para outro lado e sofreu fraturas nas costelas. Ela segue internada em uma UTI em Laranjeiras do Sul, cidade vizinha.

O município teve 90% das residências destruídas pelo tornado que atingiu a região na sexta-feira (7). Além das mortes, 750 pessoas ficaram feridas, mais de mil perderam suas casas e estão sendo atendidas em abrigos emergenciais com apoio de cidades próximas.

José foi sepultado no domingo (9). Ele deixa cinco filhos, netos, bisnetos e a esposa. Antonio descreve o pai como um homem íntegro e dedicado à família:

“Ele era uma grande pessoa. Dizia que eu era o braço direito dele, mas ele era todo o resto pra mim. Gostava de chimarrão, contava histórias antigas, era muito justo e correto.”

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou que o fenômeno foi um tornado de categoria EF3, com ventos que chegaram a 250 km/h, causado por uma tempestade do tipo supercélula.

A escala Fujita, usada para medir a intensidade de tornados, classifica o EF3 como um evento extremamente destrutivo, capaz de lançar casas e veículos, como ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu.

Fonte: G1

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