Gato Preto vira réu após batida na Faria Lima e Justiça manda vender Porsche de R$ 960 mil

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o influenciador digital Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto, por duas tentativas de homicídio por dolo eventual após um grave acidente ocorrido em agosto de 2025 na Avenida Brigadeiro Faria Lima, Zona Oeste da capital.

A decisão foi publicada pelo Tribunal de Justiça em 22 de abril. Além de responder ao processo em liberdade, o influenciador teve a Carteira Nacional de Habilitação suspensa e está proibido de dirigir qualquer veículo.

A pedido do Ministério Público, a Justiça também autorizou a venda antecipada do Porsche Carrera 911 apreendido após o acidente. Avaliado em cerca de R$ 960 mil, o veículo deverá garantir eventual indenização às vítimas, pai e filho, que estavam em um Hyundai HB20 atingido pelo carro esportivo. Os dois automóveis ficaram parcialmente destruídos e câmeras de segurança registraram a colisão.

O Ministério Público pede R$ 100 mil por danos morais e materiais para Edilson Maiorano e Ivan Maiorano, ocupantes do Hyundai. A Justiça ainda irá definir o valor final da indenização. A audiência de instrução, quando testemunhas, vítimas e o réu serão ouvidos, ainda não tem data marcada.

Além das tentativas de homicídio, Gato Preto também responde por ameaça, omissão de socorro, fuga do local do acidente e por dirigir sob efeito de álcool e drogas, segundo o Código de Trânsito Brasileiro.

De acordo com o MP, laudos apontaram que o influenciador estava sob efeito de álcool, ecstasy e maconha, além de dirigir em alta velocidade quando avançou o sinal vermelho e atingiu o Hyundai que tinha preferência no cruzamento. Ivan Maiorano sofreu fratura na mandíbula e lesões na mão direita e no globo ocular. Apesar da gravidade da batida, ninguém morreu.

A defesa de Gato Preto afirmou ao g1 que tentará reverter a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal culposa. Segundo o advogado Jonata Carvalho, o caso “passa longe de ter dolo homicida”. A defesa declarou ainda solidariedade às vítimas e afirmou buscar “justiça longe do calor emocional”.

A Justiça também analisou a participação de pessoas que estavam com o influenciador. O Ministério Público propôs acordo para Bia Miranda, então namorada de Gato Preto e passageira do Porsche, pagar R$ 150 mil de indenização por omissão de socorro. Já o segurança Felipe Junior da Silva Souza aceitou pagar R$ 10 mil e cumprir medidas alternativas após ajudar o casal a deixar o local do acidente.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque o influenciador já responde a outros processos. Em 2025, virou réu por violência doméstica contra Bia Miranda, foi preso por dívida de pensão alimentícia superior a R$ 57 mil e também é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a jogos ilegais de azar.

Fonte: G1

Notícias Relacionadas

Defender rosa, Paris e Maldivas: quem é Gi Roque, namorada de MC Ryan SP preso por lavagem de dinheiro

Gato Preto é denunciado por tentativa de homicídio após acidente com Porsche e pode pagar R$ 100 mil

Mãe de influenciadora investigada por movimentar R$ 217 milhões é alvo da Polícia Civil no TO