Goiana encontrada morta em hotel postou que Japão era seguro um dia antes de morrer

Amanda Borges da Silva, a goiana que foi encontrada morta em um apartamento na cidade de Narita, no Japão, tinha dito que o país era seguro um dia antes de morrer. Após esquecer uma mochila com o passaporte e dinheiro em um trem, a jovem chegou a publicar nas redes sociais sobre ter conseguido recuperar os pertences.

A jovem chegou a falar sobre o desejo de se mudar para o Japão. Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe de Amanda, Valdeina Borges, contou que conversou com a filha, que relatou sobre o ocorrido, e reforçou sobre a segurança no país asiático.

Além disso, ela mencionou que a jovem planejava voltar para Caldazinha, na região metropolitana de Goiânia, no final do mês de maio. Amanda era natural do município e pensava em voltar após o Dia das Mães.

Eunice Borges Bezerra, tia da jovem, também comentou sobre o retorno dela a Goiás e lamentou a perda da sobrinha. “Muito estudiosa mesmo, inteligente. Uma moça maravilhosa. Vai fazer muita falta para todos nós”, relatou em entrevista à TV Anhanguera.

Entenda o caso

A jovem de 30 anos estava fora do Brasil desde março. Ao g1, James Fernandes, disse que Amanda foi encontrada morta na madrugada de quinta-feira (1º). Ainda de acordo com o amigo, ela deveria ter embarcado para o Brasil horas antes.

Conforme informado pela emissora pública japonesa NHK, Amanda estava em um apartamento que pegou fogo. Um homem do Sri Lanka foi preso suspeito de ter deixado o local sem apagar o incêndio, informou a emissora. O g1 não conseguiu confirmar a informação com autoridades brasileiras ou familiares da jovem.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio, disse ao g1 que tem ciência do caso e está em contato com os familiares da brasileira, a quem presta assistência consular, e com as autoridades locais japonesas.

Mestre em Letras e apaixonada por Fórmula 1

A jovem morava em São Paulo, era formada em Letras e mestre em linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG), além de atuar como pesquisadora.

No Japão, ela acompanhou de perto o Grande Prêmio (GP), no dia 6 de abril, como uma grande fã de Fórmula 1. A jovem também conheceu o Disney Sea, um parque de diversões temático e único, que contém brinquedos, shows e restaurantes.

Antes de ir para o Japão, Amanda estava em Seoul, capital da Coreia do Sul. Ela publicava sobre as diferenças culturais entre os países e o Brasil. Ao ser questionada por uma seguidora no Instagram sobre o que mais gostou no Japão, Amanda respondeu sobre a organização e o respeito das pessoas.

Homenagens
Em nota, a Prefeitura de Caldazinha lamentou a morte de Amanda. O texto lembrou que ela era uma jovem cheia de sonhos, querida por todos e se solidarizou com os familiares e amigos da goiana.

Nas redes sociais, a morte gerou grande comoção. Amigos e familiares comentaram em fotos da jovem lamentando a sua partida precoce.

Fonte: G1

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