Brasil Golpe não exige ‘ordem assinada’, diz Gonet; defesas falam hoje à tarde Redação2 de setembro de 20250138 visualizações O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira (2), no primeiro dia do julgamento da chamada “trama golpista”, que não punir a tentativa de golpe de Estado “recrudesce ímpetos de autoritarismo” e compromete a vida civilizada. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-auxiliares pelas ações que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), tinham como objetivo impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e manter o governo anterior no poder entre o fim de 2022 e o início de 2023. Gonet destacou que Bolsonaro não só seria o maior beneficiado caso o golpe tivesse sucesso, como também liderou a organização criminosa responsável pela tentativa de subversão da democracia. Segundo ele, não é necessária uma ordem oficial assinada pelo presidente para configurar o crime; reuniões e atos de teor golpista já caracterizam a tentativa. O procurador citou atos violentos ocorridos no período, como o ataque à sede da Polícia Federal em Brasília (12 de dezembro de 2022), a bomba em caminhão no aeroporto da capital federal, os acampamentos golpistas em quartéis e os ataques de 8 de janeiro de 2023 contra os Três Poderes. Além disso, Gonet apontou que planos da organização criminosa incluíam assassinatos de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, todos documentados durante as investigações. Segundo ele, os atos foram concretos e planejados, e o 8 de janeiro foi o ápice da violência incentivada pelo grupo, consolidando o contexto golpista. Fonte: G1