O Santos flertou com o perigo, mas conseguiu vencer o Juventude com dois gols de Neymar, no Morumbis, na noite da última segunda-feira, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, dando um certo respiro ao trabalho do técnico Cleber Xavier, que vinha pressionado pelos maus resultados.
Agora, depois de vencer o frágil time de Caxias do Sul, o Peixe terá a semana inteira para rever as escolhas da comissão técnica antes de enfrentar o Cruzeiro, no fim de semana, em Minas Gerais. Uma defesa instável e uma transição lenta poderiam ter custado o resultado contra os gaúchos.
Os destaques foram os de sempre: Rollheiser, com boa construção ofensiva, e Barreal, com ótimo desempenho ofensivo, profundidade e velocidade, serviram um Santos inspirado na frente no primeiro tempo. Rollheiser, porém, amarelado, foi sacado no intervalo para a entrada de Mayke.
Uma escolha curiosa do treinador, que por alguns minutos dobrou o estreante com Igor Vinicius pela direita, tirando do Peixe a boa construção ofensiva. Depois, com a entrada de Caballero, Mayke, enfim, pode jogar na lateral direita sem ser “atrapalhado”.
Velhos conhecidos, porém, colocaram o resultado em risco: substituindo João Basso, Gil fez uma partida bem abaixo da crítica, mostrando lentidão no mano a mano e mostrando estar fora de ritmo em função da baixa minutagem na temporada.
João Schmidt, na vaga de Tomás Rincón, também ficou para trás na crítica: baixa intensidade no meio-campo e lentidão na transição e recomposição do sistema defensivo.
Mesmo assim, o Santos foi merecedor do resultado pela boa condição técnica de Neymar na hora da definição das jogadas, mesmo com alguns erros ao longo do duelo. A defesa, por exemplo, merece atenção por ter sido vazada mais uma vez – agora são 22 gols sofridos em 17 partidas
O Juventude pagou o preço por um ataque ineficaz: chegou à frente, mas errou no momento final e parou em Gabriel Brazão, que teve mais uma boa atuação.
Na corda bamba?
O resultado dá certa paz a Clebinho no sentido de continuar no cargo ao menos até o próximo jogo. Os maus resultados vinham tirando a paz de uma ala da diretoria, convicta sobre a necessidade de mudar novamente o comandante do barco. A vitória, porém, anula momentaneamente uma troca no cargo.
Daqui para frente, porém, a vida seguirá difícil para o Santos: um duelo contra o vice-líder, fora de casa, e o reencontro com o Morumbis para enfrentar o Vasco, em confronto direto na parte de baixo da tabela.
Fonte: GE