Influencers Influencers são alvo de operação contra jogos ilegais: Bia Miranda, Buarque e Maumau na mira da Polícia Civil Redação7 de agosto de 2025082 visualizações A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Desfortuna, com foco no desmantelamento de um esquema milionário de promoção ilegal de jogos de azar on-line, como o popular “Jogo do Tigrinho”. Entre os alvos estão influenciadores de grande alcance nas redes sociais, como Bia Miranda, Buarque, Maumau e as gêmeas Paulina e Paola de Ataíde. Durante o cumprimento de mandados em São Paulo, os agentes encontraram uma arma na casa de Maumau, que foi preso em flagrante. A operação se estende pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e investiga crimes como lavagem de dinheiro, estelionato, publicidade enganosa e crime contra a economia popular. Ao todo, a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumpre 31 mandados de busca e apreensão contra 15 investigados, que somam quase 35 milhões de seguidores nas redes. “Eles estavam usando suas redes sociais, com milhões de seguidores, para promover jogos de azar e cassinos online, não apostas esportivas”, afirmou o delegado Renan Mello, destacando o foco em jogos de caça-níquel, como o Tigrinho. As investigações indicam que os influencers prometiam lucros fáceis e rápidos, atraindo seguidores para sites ilegais. Em contrapartida, recebiam comissões por perdas dos apostadores que acessavam os links divulgados. A apuração aponta que, entre 2022 e 2024, os investigados movimentaram cerca de R$ 40 milhões em contas pessoais. Além disso, o esquema teria envolvido fintechs, empresas de fachada e intermediação financeira irregular. A Justiça autorizou a quebra de sigilo fiscal das empresas investigadas. A estimativa é que o negócio, em sua totalidade, tenha movimentado R$ 4,5 bilhões. As gêmeas Paulina e Paola compareceram à delegacia no fim da manhã acompanhadas de uma advogada, mas optaram por não se manifestar. A TV Globo tentou contato com os demais citados, sem sucesso até a publicação desta reportagem. A operação é resultado do trabalho conjunto com o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD) da Polícia Civil.