Intoxicação por Metanol Intoxicação por metanol: o que acontece no corpo nas primeiras 48 horas Redação2 de outubro de 2025025 visualizações O consumo de bebidas adulteradas com metanol pode parecer inofensivo nas primeiras horas, mas evolui rapidamente para um quadro grave, com risco de cegueira e morte. A substância é metabolizada pelo fígado em formaldeído e ácido fórmico, compostos altamente tóxicos, e só apresenta sintomas evidentes após algumas horas. Primeiras 12 horas: os sintomas iniciais são discretos e enganosos, como náusea, dor de cabeça, tontura e dor abdominal. Apesar do mal-estar leve, exames de sangue já podem indicar alterações como acidose metabólica e aumento do osmolar gap. Até 24 horas: o fígado continua metabolizando o metanol em ácido fórmico, que afeta principalmente tecidos de alto consumo energético, como retina e nervos. Surge visão borrada, fotofobia e sensação de “chuva de pixels”, além de respiração acelerada, fraqueza e confusão mental. Até 48 horas: sem tratamento, os danos podem se tornar irreversíveis. A acidose profunda e a lesão do nervo óptico aumentam o risco de cegueira permanente. O sistema nervoso central é comprometido, podendo ocorrer convulsões, coma, arritmias e falência múltipla de órgãos, elevando significativamente o risco de morte. O perigo do metanol está na semelhança com o etanol: ambos disputam a mesma enzima hepática, mas enquanto o etanol gera ácido acético processável, o metanol produz ácido fórmico, extremamente tóxico. O tratamento precoce é essencial e inclui antídotos como fomepizol ou etanol e, em casos graves, hemodiálise para remoção rápida da substância e seus metabólitos. Fonte: G1