Mundo Investigação revela testes de arma secreta ligada à Síndrome de Havana Redação10 de março de 202603 visualizações Uma investigação exibida pelo programa 60 Minutes, da emissora americana CBS, afirma que militares dos Estados Unidos testaram uma arma secreta de energia capaz de provocar lesões cerebrais — tecnologia que poderia estar relacionada aos casos conhecidos como “Síndrome de Havana”. De acordo com a reportagem, o equipamento foi testado durante mais de um ano em um laboratório militar norte-americano. Experimentos realizados com ratos e ovelhas teriam demonstrado danos neurológicos semelhantes aos observados em pessoas que relataram sintomas associados à síndrome. O termo “Síndrome de Havana” passou a ser utilizado a partir de 2016, quando diplomatas, militares e agentes de inteligência dos Estados Unidos começaram a relatar problemas neurológicos após episódios registrados inicialmente em Cuba. Entre os sintomas descritos estão dores intensas na cabeça, perda de equilíbrio, dificuldades de visão, zumbido nos ouvidos, sangramentos e alterações cognitivas. Pesquisadores ouvidos pela reportagem afirmam que as lesões poderiam ser causadas por pulsos de micro-ondas capazes de interferir na atividade elétrica do cérebro. Parte do desenvolvimento dessa tecnologia teria ocorrido na antiga União Soviética. Segundo o programa, a arma seria portátil e silenciosa, capaz de emitir pulsos de energia eletromagnética a centenas de metros de distância e atravessar paredes e janelas. A investigação aponta ainda que o dispositivo teria sido adquirido pelos Estados Unidos em 2024 por meio de uma rede criminosa russa que comercializava armamentos. A operação teria custado cerca de US$ 15 milhões e sido financiada pelo Departamento de Defesa americano. A compra teria ocorrido após relatos de funcionários do governo e familiares que afirmaram ter sido alvo de ataques com tecnologia semelhante. A reportagem afirma que centenas de episódios foram registrados ao longo dos anos, inclusive em áreas próximas à Casa Branca. Uma apuração conduzida pelo 60 Minutes em parceria com o site russo independente The Insider também identificou indícios da presença de um agente de inteligência russo próximo a uma vítima na Europa. Na ocasião, a esposa de um funcionário do Departamento de Justiça dos Estados Unidos relatou ter sido atingida pela suposta arma. “Simplesmente perfurou minhas orelhas, entrou pelo lado esquerdo, senti como se tivesse entrado pela janela, direto na minha orelha esquerda. Imediatamente senti uma sensação de plenitude na cabeça e uma dor de cabeça lancinante”, disse a mulher em entrevista ao programa. Segundo a reportagem, diversas vítimas teriam ficado com sequelas permanentes. A mulher citada, por exemplo, passou por múltiplas cirurgias para reparar danos nos ouvidos e no crânio. Apesar das suspeitas levantadas ao longo dos anos, avaliações oficiais divulgadas pelo governo dos Estados Unidos em 2023 concluíram ser “muito improvável” que os casos tenham sido causados por ataques realizados por um país adversário. Ex-integrantes da comunidade de inteligência, porém, afirmaram ao programa que autoridades americanas teriam minimizado o problema para evitar tensões diplomáticas e repercussões políticas. Outro episódio citado na reportagem ocorreu em janeiro, durante uma operação americana que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Um relato anônimo sugeriu o uso de uma “arma misteriosa” capaz de incapacitar soldados venezuelanos. “De repente, senti como se minha cabeça estivesse explodindo por dentro. Todos nós começamos a sangrar pelo nariz. Alguns vomitavam sangue. Caímos no chão, incapazes de nos mover”, afirmou o soldado. Os sintomas descritos são semelhantes aos associados à arma investigada pelo 60 Minutes. No entanto, segundo o relato, o dispositivo usado nesse caso envolveria ondas sonoras, e não micro-ondas. O vídeo com o testemunho foi compartilhado nas redes sociais pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Questionado sobre o episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país possui armamentos secretos altamente avançados. “Ninguém mais tem isso. Nós temos armas que ninguém conhece. Provavelmente é melhor não falar sobre isso, mas temos armas incríveis. Foi um ataque impressionante”, declarou. Fonte: G1