Israel acusa Irã de usar mísseis de fragmentação em ataques e alerta sobre riscos civis

As forças israelenses têm acusado o Irã de empregar mísseis de fragmentação em ataques contra seu território desde o início do conflito. Tradicionalmente cautelosas quanto à divulgação de informações sobre danos e ataques iranianos, as autoridades de Israel têm, nos últimos dias, buscado alertar a população sobre o perigo dessas armas, que podem permanecer ativas no solo mesmo após civis deixarem seus abrigos.

Pelo menos três pessoas morreram nos ataques recentes, incluindo duas em um canteiro de obras no centro de Israel, na terça-feira (10). Israel já havia denunciado o uso de munições de fragmentação por Teerã durante a guerra de 12 dias entre os dois países em junho de 2025.

As munições de fragmentação, ou cluster munitions, são projetadas para se abrir no ar e liberar submunições sobre uma área extensa, atingindo simultaneamente soldados, veículos e infraestrutura. Por não explodirem todas no impacto, funcionam como minas terrestres, representando risco persistente para civis.

O uso dessas armas é amplamente criticado por organizações internacionais. Em 2008, mais de 110 países assinaram a Convenção sobre Munições Cluster, proibindo uso, produção e transferência dessas armas. Israel, Irã, Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e Brasil não são signatários. Em 2017, a Human Rights Watch denunciou o uso de bombas cluster brasileiras em ataques a escolas no Iêmen.

Israel, por sua vez, já empregou munições de fragmentação em diversos conflitos no Líbano entre 1978 e 2006, e continuou a produzi-las até 2018, mantendo estoques significativos. O Irã, segundo a ONG Landmine and Cluster Munition Monitor, também possui esse tipo de armamento, mas seu uso recente não pôde ser verificado de forma independente.

Organizações como Anistia Internacional têm criticado o emprego desses mísseis pelo Irã, alertando para os riscos de longo prazo às populações civis.

Fonte: G1

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