Segurança ‘Japinha do CV’: quem era a jovem morta em operação nas comunidades da Penha e do Alemão Redação30 de outubro de 2025030 visualizações Uma das pessoas mortas durante a megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi identificada como Penélope, conhecida pelos apelidos “Japinha do CV” e “musa do crime”. Segundo as forças de segurança, ela era considerada uma das principais combatentes do Comando Vermelho (CV) e atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de tráfico de drogas. De acordo com informações do g1, Penélope reagiu à abordagem policial, disparando contra os agentes, e acabou sendo morta com um tiro de fuzil. O corpo foi encontrado próximo a um dos acessos do Complexo da Penha, vestido com roupas camufladas e colete à prova de balas. Nas redes sociais, a jovem costumava publicar fotos e vídeos ostentando armas de grosso calibre, o que lhe rendeu o apelido de “musa do crime”. As imagens mostram Penélope posando com fuzis e roupas táticas, reforçando o culto à imagem de poder e status dentro da facção. A operação, que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes e contou com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio (MPRJ), deixou quatro policiais mortos e oito feridos, além de 60 suspeitos mortos, segundo dados oficiais divulgados até o fim da tarde de terça-feira. Entre as lideranças do Comando Vermelho apontadas pelo MPRJ estão Doca, de 55 anos — tido como o chefe do grupo no Complexo da Penha —, além de Pedro Bala, Gadernal e Grandão, todos investigados por comandar a expansão territorial da facção para outras regiões do estado. A ação resultou ainda em 81 prisões e na apreensão de 93 fuzis, configurando-se como uma das maiores ofensivas contra o CV nos últimos anos. Fonte: OGLOBO