Celso Rodrigo de Mello, de 27 anos, foi preso em Manaus neste sábado (13) no âmbito da investigação que apura a fuga do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Celso é empresário em Roraima e atua no setor de perfuração de poços artesianos.
Ele é proprietário da empresa Cataratas Poços Artesianos, negócio que administra junto com o pai, Rodrigo Cataratas, empresário conhecido por atuação no garimpo. Em novembro de 2022, Celso já havia sido preso pela Polícia Federal, suspeito de envolvimento na exploração ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami.
Na ocasião, pai e filho foram alvos de investigação conduzida pela PF, com mandados expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Roraima. Celso foi detido em casa e encaminhado à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, além de ser investigado por lavagem de dinheiro. Segundo apuração, ele responde a pelo menos dois processos por crimes ambientais.
Em outubro de 2021, a Polícia Federal deflagrou a Operação Urihi Wapopë, que investigou um grupo suspeito de atuar no garimpo ilegal, supostamente liderado por Rodrigo Cataratas, com participação do filho. Na ação, aeronaves foram apreendidas na sede da empresa da família.
Neste domingo (14), a assessoria de Rodrigo Cataratas informou que a ordem de prisão de Celso foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A defesa afirma que o processo corre sob sigilo, que não há condenação definitiva e que o empresário é inocente.
Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão e é considerado foragido. Segundo investigações, ele deixou o Brasil em setembro, passando por Roraima antes de seguir clandestinamente em direção à fronteira, com possível destino pela Venezuela ou Guiana.
O STF apontou que Ramagem integrou organização criminosa e utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da qual foi diretor, para vigiar adversários políticos e atacar o sistema eleitoral. A Corte havia determinado a entrega do passaporte e proibido a saída do país, ordem que não foi cumprida.
Fonte: G1