Justiça decreta prisão de segurança que agrediu e abandonou empresário desacordado em Guarulhos

A Justiça de São Paulo decretou nesta segunda-feira (27) a prisão temporária de David Ferreira, de 45 anos, segurança de uma adega em Guarulhos, acusado de agredir o empresário Paulo Vinícius dos Santos, de 35 anos, e abandoná-lo desacordado na calçada sem prestar socorro. A vítima morreu dias depois em decorrência de traumatismo craniano.

Ferreira foi preso ainda na manhã de segunda-feira em Arujá, na Grande São Paulo. O advogado Rodrigo César Trigo, que representa o suspeito, informou que aguardará o desenrolar das investigações para definir sua estratégia de defesa.

O crime ocorreu na madrugada do domingo (19), em frente a uma adega no bairro da Vila Rio. Câmeras de segurança registraram o momento em que Paulo Vinícius é atingido por um soco e cai desacordado entre dois carros estacionados. Ele ficou cerca de duas horas inconsciente na calçada até ser socorrido.

Internado em estado grave, o empresário morreu na sexta-feira (24). Pai de dois filhos, ele foi sepultado no domingo (26), em Guarulhos.

Segundo a Polícia Civil, o agressor não compareceu ao depoimento marcado no fim de semana e foi considerado foragido até a prisão nesta segunda. O delegado Halisson Ideião, responsável pelo caso, afirmou que outras pessoas também podem responder por omissão de socorro.

“Identificamos quem desferiu o soco e pessoas que ajudaram a carregar a vítima e não prestaram socorro. Todos serão investigados”, disse o delegado.

As imagens mostram que, minutos após a agressão, Ferreira e outro homem arrastam o corpo do empresário até um ponto mais escuro da calçada, onde ele permaneceu sem ajuda. A família afirma que o segurança retirou os documentos da vítima, o que dificultou sua identificação.

A irmã de Paulo Vinícius, Caroline dos Santos, relatou que o irmão tentou voltar à adega após sair com amigos e foi impedido de entrar. “Ele deve ter insistido, e o segurança o agrediu. Depois ainda o abandonaram como se fosse nada”, disse.

A Adega Imperium, onde ocorreu o crime, lamentou o caso em nota e afirmou estar colaborando com as autoridades. A empresa não informou se o segurança já havia sido afastado.

O caso é investigado como homicídio e furto, e a prisão temporária de David Ferreira é válida por 30 dias, podendo ser prorrogada.

Fonte: G1

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