A mãe de Thaís Medeiros, jovem que sofreu uma lesão cerebral grave após cheirar um frasco de pimenta, fez um desabafo emocionante nas redes sociais, marcando 1.000 dias desde o acidente, ocorrido em Anápolis (GO).
Em vídeo publicado na conta de Thaís, Adriana Medeiros aparece ao lado da filha, fazendo carinho e relatando a dor que sente desde o episódio.
“Esses são os 1.000 dias mais doloridos da minha vida. Já não sei mais o que fazer, a não ser esperar em Deus. Vivo sem saber o que fazer…”, escreveu.
O caso aconteceu em fevereiro de 2023, quando Thaís, então com 27 anos, teve uma reação alérgica severa após cheirar um vidro de pimenta na casa do namorado. A jovem sofreu falta de oxigenação no cérebro, o que resultou em lesão permanente, comprometendo seus movimentos e fala.
Segundo Adriana, o grau de recuperação é mínimo, mas a família segue com fé e esperança. “Eu só queria duas coisas: ou ter ficado no lugar dela, ou que nada disso tivesse acontecido”, desabafou.
Thaís é mãe de duas meninas, de 9 e 8 anos. A mãe afirma que luta para que as netas “cresçam sabendo que fizeram tudo pela mãe delas”.
Reabilitação e rotina de cuidados
Thaís necessita de cuidados 24 horas por dia e realiza fisioterapia, fonoaudiologia, alimentação especial e medicação contínua. O custo mensal, segundo a família, chega a R$ 16 mil.
Em agosto deste ano, após dois anos de batalha judicial, a Justiça determinou que Thaís recebesse auxílio para tratamento domiciliar (home care) por seis meses, prazo após o qual será necessária nova liberação.
De acordo com o padrasto, Sérgio Alves, Thaís apresenta alguma consciência: “Ela sorri, expressa medo, faz carinho com o olhar. Não sabemos o quanto enxerga, mas percebemos reações”, contou.
Entenda o caso
O episódio aconteceu em 17 de fevereiro de 2023. Thaís estava com o namorado e os sogros na cozinha quando decidiu sentir o cheiro de um vidro de pimenta. Minutos depois, passou mal, sentiu coceira na garganta e perdeu as forças.
Ela foi internada na UTI da Santa Casa de Anápolis por mais de 250 dias. Segundo o médico Ruben Dias, o quadro foi causado pela falta de oxigenação no cérebro após uma parada cardíaca.
“O cérebro ficou um tempo sem receber oxigênio suficiente, o que causou uma lesão irreversível e de alta gravidade”, explicou o profissional.
Fonte: G1