Brasil Marcelo VIP, golpista que inspirou filme com Wagner Moura, morre aos 49 anos Redação10 de dezembro de 2025022 visualizações Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido nacionalmente como Marcelo VIP, morreu nesta terça-feira, aos 49 anos, em Curitiba (PR). Considerado um dos maiores golpistas do país, ele se tornou figura pública após uma série de fraudes de grande repercussão e inspirou o filme “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, estrelado por Wagner Moura. A informação foi confirmada pelo advogado e amigo Nilton Ribeiro, que afirmou que Marcelo era bariátrico e faleceu em decorrência de complicações hepáticas, doença crônica que provoca cicatrizes no fígado e compromete seu funcionamento. Marcelo residiu em Cuiabá e cumpriu parte de suas penas na Penitenciária Central do Estado (PCE). Sua notoriedade ganhou escala nacional em 2001, quando, durante uma festa no Recife, se passou por Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas. Na ocasião, concedeu entrevistas a programas de televisão como se fosse o empresário, enganando celebridades como Amaury Jr., Marcos Frota, Carolina Dieckmann e Ricardo Macchi. A trajetória de golpes, fugas e prisões rendeu a produção do longa lançado em 2010, que conquistou quatro prêmios no Festival do Rio, incluindo melhor filme e melhor ator. No período das filmagens, Marcelo estava preso na PCE, onde permaneceu por quatro anos até progredir de regime em 2014. A falta de vagas no semiaberto fez com que ele seguisse para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Em 2018, voltou a ser detido, acusado de forjar documentos para obter progressão de regime. Ao longo da vida, acumulou condenações por estelionato, falsidade ideológica, associação ao tráfico e roubo de avião. Foi preso ao menos doze vezes e realizou seis fugas do sistema prisional. Após deixar a cadeia definitivamente, passou a atuar como palestrante e escritor, numa tentativa de recontar sua história. Marcelo nasceu em Maringá, em 19 de março de 1976. Foi piloto a serviço do narcotráfico nos anos 1990 e 2000 e protagonizou diversos golpes, incluindo a invenção de identidades como guitarrista do Engenheiros do Hawaii e até representante do PCC em lideranças de rebeliões. Após a morte do pai, decidiu “conhecer o mundo”, como descreveu em seu livro, iniciando uma vida marcada por fraudes para sustentar suas viagens. Fonte: OGLOBO