MDB Mulher reage à filiação de Dado Dolabella e repudia pré-candidatura do ator a deputado federal

A ala feminina do MDB divulgou nesta quinta-feira (6) uma nota de repúdio contra a filiação do ator Dado Dolabella ao partido e o anúncio de sua pré-candidatura a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

A entrada do artista na legenda foi anunciada nesta semana em um vídeo publicado pelo presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Duque de Caxias (RJ), Washington Reis. Após a repercussão negativa, a publicação acabou sendo apagada.

No comunicado, a presidente nacional do MDB Mulher, Kátia Lôbo, afirmou ter recebido a notícia com “estarrecimento, surpresa e repúdio”, destacando o histórico de denúncias e condenações envolvendo violência contra mulheres.

“Recebi com estarrecimento, surpresa e repúdio a notícia da filiação do ator Dado Dolabella, um homem agressor de mulheres, como todo o Brasil o conhece”, afirmou.

A dirigente também classificou o episódio como “extremamente delicado e grave”, mencionando o aumento de registros de feminicídio e casos de agressão contra mulheres no país. Segundo ela, o anúncio da filiação é ainda mais preocupante por ocorrer em março, mês marcado por campanhas de conscientização sobre os direitos das mulheres.

“Em pleno mês de março, conhecido por ser o ‘mês da mulher’, receber esse tipo de notícia é algo que revolta e contraria tudo o que o MDB Mulher quer passar às mulheres”, diz o texto.

No vídeo que anunciava a possível candidatura, Washington Reis apresentou Dolabella como “ator de televisão, pai de família, um homem que tem compromisso com a família e os princípios bons da sociedade”. O material foi removido das redes sociais após as críticas.

Reis também esteve no centro de outra movimentação política recente. No mês passado, ele indicou a irmã, Jane Reis, como candidata a vice na chapa do prefeito Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

Após a repercussão da filiação, Dado Dolabella publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que decidiu entrar na política por ter vivido “na pele o que é ser injustiçado”.

Na gravação, o ator também declarou apoio à possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

“Eu acredito no fortalecimento das famílias, no combate firme à criminalidade e na melhoria das leis, para que não sejam instrumentos de injustiça. E deixo claro que acredito que Flávio Bolsonaro é hoje o nome que mais se alinha às ideias que eu defendo para o Brasil. Por isso, pretendo apoiá-lo como candidato à presidência”, afirmou.

Dolabella também disse que pretende “defender quem não tem voz”.

O ator tem histórico de processos envolvendo violência contra mulheres. No ano passado, ele foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto, por agressões contra a ex-namorada Marina Dolabella, que também é sua prima, durante uma briga ocorrida em 2020.

Antes disso, em 2018, foi condenado por injúria contra a ex-mulher Viviane Sarahyba, cumprindo pena de dois meses e quinze dias em regime aberto.

Em 2008, a atriz Luana Piovani também denunciou o ator por agressão. O caso foi investigado e acabou arquivado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em julho de 2013, sem condenação.

Fonte: OGLOBO

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