MP de SC abre investigação sobre conduta do delegado-geral no caso do cão Orelha

por Redação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, no caso da investigação de maus-tratos ao cão comunitário Orelha. O objetivo é avaliar a necessidade de inquérito civil por possíveis irregularidades, como abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa.

O MPSC decidiu abrir o procedimento após receber diversas representações contra o delegado. Questionado pela NSC, Ulisses afirmou não ter sido notificado e negou responsabilidade pela investigação. “Não sou e nunca fui responsável pela investigação”, disse.

A apuração ocorre após a conclusão do inquérito que resultou na representação e pedido de internação de um adolescente suspeito pelos maus-tratos a Orelha. Na segunda-feira (9), o MPSC determinou que a Polícia Civil refaça depoimentos e complemente o inquérito sobre uma discussão ocorrida na portaria de um condomínio na Praia Brava, onde o cão foi encontrado morto em janeiro.

O Ministério Público identificou lacunas no material reunido, que inclui 24 testemunhas ouvidas, mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança e oito adolescentes investigados. Foram solicitados novo depoimento presencial do porteiro e do vigilante, além da juntada de vídeos que mostrem as conversas dos suspeitos, para melhor elucidar os fatos.

Orelha, um cão comunitário da Praia Brava, foi agredido em 4 de janeiro e morreu no dia seguinte, após ser levado a uma clínica veterinária. Laudos da Polícia Científica apontam que o animal sofreu pancada contundente na cabeça, possivelmente provocada por chute ou objeto rígido, como madeira ou garrafa.

Fonte: G1

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