Feminicidio Mulher atropelada e arrastada por mais de 1 km permanece em estado grave e deve passar por nova cirurgia nos quadris Redação2 de dezembro de 2025029 visualizações A jovem Tainara Souza Santos, de 31 anos, que teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por mais de 1 km na Zona Norte, permanece em estado grave e deve passar por uma nova cirurgia nos quadris nesta terça-feira (2). Ela está internada no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na Vila Maria, em coma induzido. Os pais de Tainara foram informados pela equipe médica nesta segunda-feira (1º) sobre a necessidade do novo procedimento. De acordo com familiares e amigos, o quadro segue delicado desde o crime, ocorrido no sábado (29). A vítima foi atingida e arrastada pelo motorista Douglas Alves da Silva, de 26 anos, preso no dia seguinte ao crime. A violência teria sido motivada por ciúmes após uma discussão iniciada dentro de um bar no Parque Novo Mundo, onde Tainara estava acompanhada de uma amiga e de um rapaz. Segundo testemunhas, após a briga, Douglas aguardou a saída do grupo, entrou em um Volkswagen Golf preto e avançou deliberadamente contra a jovem, que caiu e ficou presa sob o veículo. Imagens analisadas pela polícia mostram Tainara sendo arrastada da Avenida Morvan Dias de Figueiredo até a Rua Manguari, próximo à Marginal Tietê. Moradores ainda tentaram impedir a fuga, sem sucesso. Gravemente ferida, a mulher foi socorrida e passou por cirurgias de emergência. Devido à gravidade das lesões, ambas as pernas precisaram ser amputadas. A família relatou grande comoção na comunidade e destacou a personalidade alegre e trabalhadora de Tainara, que é mãe de duas crianças — um menino de 12 anos e uma menina de 7. “É uma batalhadora, muito querida por todos”, afirmou o advogado da família, Wilson Zaska. Amigas também relataram o choque com a brutalidade do ataque. “Ela não merecia isso. Estamos desesperadas”, disse uma delas. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio, classificação aplicada quando a violência é motivada por gênero, geralmente ligada a ciúmes, controle ou menosprezo à condição feminina. A relação exata entre agressor e vítima ainda está sob apuração. Fonte: G1