Feminicidio Mulher baleada por ex morre após três dias; medida protetiva havia sido negada em Botucatu Redação25 de fevereiro de 2026014 visualizações Morreu na noite desta terça-feira (24) Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, baleada pelo ex-marido no último sábado (21), em Botucatu (SP). Ela estava internada em estado gravíssimo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) havia três dias. A instituição confirmou a morte e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. O enterro está marcado para as 17h, no Cemitério Portal das Cruzes. No ataque, o atual companheiro de Júlia, Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 anos, também foi baleado e morreu no local, na Avenida Cecília Lourenção, no Residencial Ouro Verde. Segundo a polícia, após efetuar vários disparos contra o carro onde estavam Diego Felipe, Júlia e duas crianças — uma delas, filho do ex-casal, e a outra, filha do atual companheiro — o suspeito Diego Sansalone, de 38 anos, fugiu levando o menino de 8 anos. O veículo, atingido pelos tiros, colidiu contra um poste após o motorista perder o controle. Nenhuma das crianças foi baleada, mas a menina de 7 anos sofreu ferimentos leves na batida, foi atendida no pronto-socorro e liberada. Dois dias antes do crime, na quinta-feira (19), o suspeito teria discutido com a ex-mulher na porta da escola da criança. O atual companheiro dela também foi ao local, e houve nova discussão. Após o episódio, Júlia registrou boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva, que foi negada na sexta-feira (20), um dia antes do crime. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que casos envolvendo medidas protetivas tramitam sob segredo de Justiça. Diego Sansalone foi preso no fim da tarde de domingo (22), em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho (SP). De acordo com a polícia, ele não resistiu e confessou o crime. A criança passou a noite com o pai e foi levada à Polícia Civil pelo avô paterno, também no domingo. Antes da prisão, a Polícia Militar esteve na casa do suspeito, no bairro Recanto Azul, ainda no sábado, mas não encontrou ninguém. O imóvel estava aberto e com as luzes acesas. No local, foi apreendida uma caixa de pistola calibre 9 milímetros aberta, com estojos de munição deflagrados. A residência passou por perícia. O caso foi registrado inicialmente como homicídio qualificado, tentativa de feminicídio, tentativa de homicídio contra menores de 14 anos e sequestro. Com a morte de Júlia, o crime passa a ser investigado como feminicídio. Fonte: G1