Uma mulher de 39 anos, identificada como Miriam de Oliveira Soares, foi encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa no bairro Serra Dourada I, na Serra, Grande Vitória, na tarde deste sábado (16). O principal suspeito do crime é o irmão dela, Abraão de Oliveira Soares, de 43 anos, que foi preso.
Miriam estava desaparecida havia cinco dias. Durante esse período, familiares e amigos fizeram buscas pela Grande Vitória e divulgaram cartazes nas redes sociais na tentativa de localizar a vítima.
O corpo foi encontrado pela própria mãe de Miriam e do suspeito, Magali Morais de Oliveira Soares, de 65 anos. Segundo ela, o cadáver estava enterrado em um canteiro de plantas no quintal da residência.
“Eu tava botando roupa na corda. De repente, eu vi a areia subindo e senti aquele mau cheiro forte. Fui mexendo na terra e vi a barriga da minha filha”, relatou.
A Polícia Militar informou que os familiares apontaram Abraão como suspeito do desaparecimento. Os agentes encontraram o corpo parcialmente desenterrado e acionaram a Polícia Científica.
De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que o homem matou a irmã após uma desavença familiar e enterrou o corpo para ocultar o crime. Miriam apresentava diversas perfurações provocadas por arma branca.
Segundo a família, a discussão teria começado por causa de plantas cultivadas pela vítima no quintal da casa. A mãe contou que os irmãos tinham conflitos frequentes.
“Ela não gostava de ver coisa errada. Falava que ele precisava assumir as responsabilidades dele”, afirmou Magali.
Ainda de acordo com a mãe, o suspeito permaneceu normalmente na residência enquanto familiares procuravam pela vítima.
“Ele tava tranquilo lá em cima, sentado vendo televisão. Frio, frio, frio”, disse.
A Polícia Civil informou que o crime aconteceu na terça-feira (12), mas o homem não pôde ser autuado por homicídio em flagrante porque o prazo legal já havia passado. Mesmo assim, ele foi preso em flagrante por ocultação de cadáver, considerado crime permanente.
A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), informou que o suspeito será indiciado por homicídio ao fim das investigações. Segundo a polícia, ele já possui histórico relacionado ao crime de ameaça.
Após a prisão, moradores se revoltaram e se aglomeraram na rua enquanto aguardavam a saída do suspeito da residência.
O corpo de Miriam foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória. Já o suspeito foi levado ao Centro de Triagem de Viana, onde permanece à disposição da Justiça.
A mãe da vítima afirmou que não pretende ajudar o filho judicialmente. “Não vou pagar advogado, não vou visitar. Ele vai pagar pelo que fez com a minha filha”, declarou.
Fonte: G1