Um caso de estupro registrado em Palmas, no Tocantins, está sendo investigado pela Polícia Civil após repercussão nas redes sociais. O crime ocorreu no domingo de Carnaval (15/2), na Praia da Graciosa, um dos principais pontos turísticos da cidade, em frente à base da Guarda Metropolitana.
Vídeos que circulam mostram um homem deitado sobre uma mulher que aparenta estar embriagada, enquanto ela tenta afastá-lo. As imagens indicam que o ato ocorreu no gramado em frente à base da Guarda e a uma viatura. Um segundo vídeo, feito de outro ângulo, teria sido gravado de dentro do prédio público.
O caso é investigado como estupro de vulnerável, tipificação aplicada a situações em que a vítima não possui capacidade de defesa ou discernimento. A Polícia Civil também busca identificar os responsáveis pelas gravações e esclarecer todas as circunstâncias do crime.
A Guarda Metropolitana abriu sindicância para apurar a atuação de seus servidores. Em nota, a Prefeitura de Palmas informou que apenas após a conclusão da investigação administrativa poderá haver sanção disciplinar aos envolvidos, conforme o regimento interno da corporação.
O suspeito se apresentou à polícia na noite de segunda-feira (16/2), foi ouvido pela delegada plantonista e responderá ao inquérito em liberdade. Seu nome não foi divulgado.
A Polícia Civil alertou que o compartilhamento das imagens com objetivo de ridicularizar a vítima pode configurar crime de exposição da intimidade sexual.
Segundo a Lei nº 15.280/2025, o crime de estupro de vulnerável se aplica a crianças e adolescentes de até 14 anos, a pessoas sem discernimento por doença ou deficiência, e àquelas incapazes de resistência, como em casos de embriaguez, inconsciência ou sob efeito de drogas. A pena prevista varia de 10 a 18 anos de prisão.
Fonte: METRÓPOLES