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Bombardeios de Israel no Líbano matam 274; país vive dia mais sangrento desde a guerra de 2006

por Redação 23 de setembro de 2024

O Ministério da Saúde do Líbano disse que 274 pessoas morreram e mais de 1.024 ficaram feridas depois de Israel lançar um ataque aéreo amplo no país. Pouco antes, as Forças de Defesa de Israel haviam alertado a população civil para que se afastasse “imediatamente” de supostas posições e depósitos de armas do grupo extremista Hezbollah.

Entre os mortos estão 21 crianças e 31 mulheres, segundo as autoridades. O governo libanês informou que também há profissionais de saúde entre as vítimas. Já Israel afirmou que atingiu um dos comandantes do alto escalão do Hezbollah, identificado como Ali Karaki.

Pela manhã, Israel atacou regiões do sul e do leste do Líbano. Mais tarde, voltou a bombardear Beirute, a capital do Líbano alvo de um grande ataque na sexta-feira (20).

Cerca de 800 alvos do grupo foram atacados, segundo os militares israelenses. O bombardeio desta segunda é o mais amplo territorialmente já conduzido desde o início da troca de agressões entre as duas partes, há quase um ano.

Os moradores das regiões do Líbano atacadas receberam mensagens de texto e de voz enviadas por Israel alertando sobre a iminência dos ataques.

Esse foi o primeiro alerta do tipo em quase um ano de conflito em constante escalada entre Israel e Hezbollah. O aviso foi enviado após uma intensa troca de tiros no domingo (22), quando o Hezbollah lançou cerca de 150 foguetes, mísseis e drones no norte de Israel. Os ataques foram uma retaliação ao bombardeio israelense que matou cerca de dez comandantes do grupo extremista, sendo um deles do alto escalão.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou um “plano de destruição” executado por Israel.

O ministro do Interior do Líbano disse que vai converter escolas em abrigos em Beirute, Trípoli e no sul do país para lidar com o “intenso deslocamento” de libaneses no país. As aulas em escolas e universidades foram canceladas.

Já o Ministério da Saúde ordenou que as cirurgias eletivas sejam canceladas em todos os hospitais para que as unidades de saúde tenham espaço para receber os feridos nos bombardeios.

Amplitude inédita
Os caças israelenses atacaram cidades ao longo da fronteira sul do Líbano e no Vale do Bekaa, cerca de 30 km a leste de Beirute. Na capital, há relatos de tráfego intenso de carros saindo da cidade em direção a locais que seriam mais seguros.

Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, residências no Vale do Bekaa estão sendo usadas para alojar mísseis e drones, e os ataques visam atingi-los antes que eles sejam disparados.

A área fica entre aldeias cristãs e muçulmanas xiitas, e não havia sido atingida antes por ataques israelenses. O bombardeio revela que Israel está atacando uma área mais ampla do território libanês a partir de agora — antes, os bombardeios ocorriam exclusivamente no sul do país e no sul de Beirute, considerados bastiões do Hezbollah.

O Hezbollah afirma ter retaliado o ataque com o disparo de “dezenas” de mísseis em direção a Israel, tendo depósitos de armas da base militar de Nimra esntre os principais alvos. Os militares israelenses confirmam 35 disparos, com alguns deles caindo em terra, sem vítimas.

Balanço de forças está mudando, diz Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que havia prometido mudar o balanço de forças na fronteira norte do país, e é exatamente isso o que ele está fazendo.

Ele afirmou também que os bombardeios estão destruindo “milhares” de mísseis e foguetes que estariam apontados para cidades e civis israelenses.

Haifa em alerta
Segundo as Forças de Defesa de Israel, mais de 1 milhão de civis tiveram que buscar proteção em abrigos antibombas na cidade de Haifa, no norte do país.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, pediu para que os israelenses obedeçam às sirenes de alerta que indicam bombardeios inimigos e se refugiem em abrigos.

No domingo, foguetes disparados pelo Hezbollah atingiram a cidade de Haifa, ao norte de Israel. Segundo o grupo, o alvo eram complexos industriais militares da empresa Rafael, que desenvolve armas e tecnologia militar.

O ataque foi confirmado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), que afirmaram, no entanto, que os foguetes foram disparados “em direção a áreas civis”.

Em resposta, o Exército israelense realizou bombardeios em alvos do Hezbollah no sul do Líbano.

A troca de agressões entre Israel e Hezbollah se intensificou desde as explosões de pagers e de walkie-talkies de membros do grupo extremista no Líbano na semana passada.

As duas partes vêm trocando agressões desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza. O Hezbollah afirma que os foguetes lançados são uma retaliação contra o massacre de palestinos na Faixa de Gaza, iniciado após os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023.

Por conta dos bombardeios partindo do Líbano, moradores do norte de Israel foram evacuados de suas casas.

Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que as operações no Líbano continuariam até que os israelenses removidos pudessem retornar em segurança. A fala indica um conflito prolongado, já que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, prometeu lutar até que houvesse um cessar-fogo guerra de Gaza.

Fonte: G1

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Lula ‘alienígena’: animal é registrado pela primeira vez no segundo ponto mais profundo dos oceanos

por Redação 23 de setembro de 2024

Imagens raras de uma lula bigfin, conhecida por sua aparência alienígena e tentáculos incrivelmente longos, foram registradas nas profundezas do Oceano Pacífico, na Fossa de Tonga, o segundo ponto mais profundo do planeta. Segundo o portal Olhar Digital, é a primeira vez que a espécie é filmada nesta região.

A captura das imagens foi realizada por cientistas do Centro de Pesquisa de Mar Profundo Minderoo-UWA e da Inkfish, como parte da Expedição Tonga Trench 2024, que tem como objetivo explorar e mapear a Fossa de Tonga.

Iniciada em julho, a missão utiliza submersíveis e módulos de aterrissagem para investigar as profundezas oceânicas. A expedição atual, além de documentar a fauna marinha, busca coletar dados sobre a geologia da região do Horizon Deep, o ponto mais profundo da Fossa de Tonga, que chega a 10.800 metros.

A lula bigfin, por exemplo, foi avistada a 3.300 metros de profundidade, registrada por uma câmera acoplada a um módulo de pesquisa equipado com uma isca de peixe. Até hoje, aconteceram menos de 20 avistamentos dessa espécie.

Lula das “grandes barbatanas”
A lula bigfin pertence à família Magnapinnidae, que em latim significa “grande barbatana”. Essa família é famosa por seus tentáculos extremamente finos e longos, que podem atingir até 8 metros de comprimento.

Até o momento, três espécies da lula foram descritas oficialmente: M. atlantica, M. pacifica e M. talismani. No entanto, os cientistas acreditam que ainda possam existir outras nas profundezas oceânicas.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Após pagers, ‘walkie-talkies’ do Hezbollah explodem em Beirute e no sul do Líbano; 9 morrem

por Redação 18 de setembro de 2024

Um dia após milhares de pagers do Hezbollah explodirem, vários “walkie-talkies” do grupo extremista também foram detonados nesta quarta-feira (18), em Beirute e no sul do Líbano. Nove pessoas morreram e 300 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Criados na Segunda Guerra Mundial, os “walkie-talkies” são dispositivos de troca de mensagens de voz entre si via ondas de rádio.

A agência de notícias Associated Press afirmou que vários sistemas de energia solar de casas em Beirute também explodiram e que alguns “walkie-talkies” foram detonados durante funerais de vítimas do ataque aos pagers na terça-feira.

Houve relatos de dezenas de pequenas explosões pela capital libanesa, e várias imagens feitas pela cidade nesta manhã mostram focos de incêndio e “walkie-talkies” detonados (veja abaixo).

O caso, o segundo similar em 24 horas, aumentou as tensões na região e repercutiu na Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da ONU, Antonio Gueterres, condenou o uso de ‘objetos civis’ como arma de guerra, e o governo libanês pediu uma reunião no Conselho de Segurança, que será realizada na sexta-feira (20).

Líbano, Irã e Hezbollah acusaram Israel, que ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. Após o caso, no entanto, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que o foco da guerra está mudando para o norte do país (que faz fronteira com o Líbano, onde o Hezbollah atua), segundo a imprensa local.

Fontes do governo libanês disseram à agência Reuters que os dispositivos atingidos nesta quarta também foram adquiridos há cinco meses, na mesma época em que o grupo comprou os pagers que explodiram na terça, em um ataque coordenado que matou 12 pessoas e feriu quase 3.000.

Os pagers — dispositivos de recebimento de mensagem por texto usados nas décadas de 1980 e 1990, antes de os celulares existirem — eram usados pelo grupo extremista como forma de comunicação para evitar rastreamento por Israel, já que, ao contrário de celulares, os pagers não têm GPS.

O Hezbollah, grupo extremista fundado no Líbano, tem atacado o norte de Israel desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Assim como o Hamas, o Hezbollah é financiado pelo Irã. Nas últimas semanas, as tensões entre o grupo extremista e Israel aumentaram, após um ataque do grupo a cidades israelenses no norte.

Explosão de pagers

As explosões dos pagers na terça-feira ocorreram em um intervalo de cerca de uma hora em locais como lojas, praças e supermercados. Doze pessoas, entre elas uma menina de 4 anos, morreram, e cerca de 3.000 ficaram feridas.

O governo do Líbano e o Hezbollah acusaram Israel de ter implantado explosivos dentro dos pagers, antes mesmo de que os aparelhos fossem comprados pelo grupo extremista.

Israel não se pronunciou, e os EUA negaram terem tido qualquer participação no ataque. Mas a imprensa norte-americana afirmou, com base em fontes de diferentes governos, que o Mossad, o serviço de inteligência de Israel, foi quem planejou e executou o ataque.

Segundo o jornal “The New York Times”, a suspeita é que Israel implantou explosivos em um lote de pagers encomendado pelo Hezbollah. Os explosivos foram implantados através de um chip, eram indetectáveis e tinham um algoritmo específico para serem ativados, segundo disse nesta quarta a TV libanesa Al Mayadeen.

A publicação afirmou, em reportagem na terça, que uma carga explosiva com menos de 50 gramas foi colocada próxima à bateria, junto a uma espécie de interruptor. Isso possibilitaria que os pagers fossem detonados remotamente.

Os equipamentos haviam sido importados ao Líbano da Gold Apollo, fabricante de pagers com sede em Taiwan. A Gold Apollo, no entanto, informou que os aparelhos foram fabricados por uma empresa sediada em Budapeste. Os pagers foram produzidos pela BAC Consulting KFT, sediada na capital da Hungria.

Fonte: G1

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Mundo

Explosões em sequência de pagers de integrantes do Hezbollah matam 8 e ferem 2.750 no Líbano

por Redação 17 de setembro de 2024

Oito pessoas morreram e 2.750 ficaram feridas nesta terça-feira (17) após os pagers usados pelos membros do grupo armado libanês Hezbollah explodirem.

Segundo a agência de notícias estatal do Líbano, os primeiros incidentes ocorreram nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do país, um reduto do grupo armado apoiado pelo Irã, e depois seguiram em várias outras regiões.

Cerca de duas horas após as explosões, o ministro da Saúde do Líbano, Firas Abiad, acusou oficialmente Israel pela ação coordenada, em uma entrevista coletiva.

Pouco depois, em comunicado oficial, o Hezbollah reiterou a acusação e afirmou que “Israel vai ter a punição justa”.

As Forças Armadas de Israel ainda não comentaram as acusações.

De acordo com um canal israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu ordens a seus ministros para não falarem sobre o que aconteceu no Líbano. Além disso, chefes de cidades e assentamentos no norte do país, onde fica a fronteira com o Líbano, teriam sido notificados pelo Comando da Frente Interna sobre a possibilidade de uma escalada nos conflitos.

Antes da entrevista do ministro libanês, em outro comunicado oficial, o Hezbollah havia falado sobre três mortos por causa das detonações, sendo uma menina e dois de seus combatentes. Segundo fontes de segurança, o filho de um integrante do alto escalão é um deles.

Dispositivos teriam sido hackeados

Os pagers foram muito usados no Brasil nos anos 1990, antes da introdução do celular. Esses aparelhos usam transmissões de rádio para interligar um centro de controle de chamadas e o destinatário por meio de mensagens de texto.

De acordo com a rede Al Jazeera, do Catar, os dispositivos do Hezbollah foram invadidos e hackeados.

Os pagers foram incorporados pelo grupo depois que seu líder, Hassan Nasrallah, pediu aos combatentes, especialmente os que estão na linha de frente na fronteira com Israel, que parassem de usar smartphones, porque o país vizinho teria a tecnologia para se infiltrar nos aparelhos.

Após o incidente desta terça, o governo libanês pediu que todos os cidadãos que possuem pagers joguem fora os dispositivos imediatamente, segundo a agência de notícias estatal do Irã Irna.

Explosões duraram 1 hora
A onda de explosões durou cerca de uma hora após as detonações iniciais, que ocorreram por volta das 15h45 no horário local.

Imagens das câmeras de segurança de um supermercado em Beirute registraram o momento de duas dessas explosões: uma de um homem que pagava suas compras no caixa e outra perto de uma bancada de frutas.

O centro de operações de crise do Líbano, órgão administrado pelo Ministério da Saúde, pediu a todos os profissionais que se dirigissem aos seus respectivos hospitais para ajudar a lidar com o grande número de feridos que chegam para atendimento de urgência.

Um jornalista da Reuters relatou ter visto membros do Hezbollah sangrando devido aos ferimentos e ambulâncias correndo para atender várias emergências em meio ao pânico generalizado.

A Cruz Vermelha Libanesa diz que mais de 50 ambulâncias e 300 equipes médicas de emergência foram enviadas para ajudar na evacuação das vítimas.

O embaixador do Irã no Líbano, Mojtaba Amani, é um dos feridos. Segundo a embaixada, ele sofreu ferimentos leves e está consciente.

Um representante do Hezbollah que falou à agência de notícias Reuters sob condição de anonimato disse que a detonação dos pagers é “a maior falha de segurança” a que o grupo foi submetido em quase um ano de guerra com Israel.

Ramy Khoury, membro da Universidade Americana de Beirute, acredita que o evento foi “o mais perigoso” para o Hezbollah nos últimos anos.

Fonte: G1

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Mundo

Foto mostra fuzil AK-47 e mochilas deixadas perto do campo de golfe onde estava Trump

por Redação 16 de setembro de 2024

O FBI divulgou, durante coletiva, fotos de um fuzil AK-47, uma câmera GoPro e duas mochilas que foram abandonados próximo ao campo de golfe onde estava o ex-presidente Donald Trump, candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, neste domingo (15). O departamento investiga uma possível tentativa de assassinato contra o republicano.

Trump jogava uma partida de golfe no “Trump International Golf Club”, localizado em West Palm Beach, na Flórida, quando aconteceu um tiroteio próximo à propriedade.

Segundo a Associated Press, o suspeito, identificado como Ryan Wesley Routh, de 58 anos, abandonou seus pertences e fugiu de carro. Posteriormente, ele foi detido pela polícia local.

O ex-presidente está seguro e disse que nunca irá se render. Neste domingo, Trump tirou um dia de folga da campanha presidencial. Em julho, o republicano foi alvo de um atentado a tiros durante um comício.

Veja cronologia
Um agente do Serviço Secreto vigiava Trump durante a partida, quando viu o cano de um fuzil em um arbusto perto da propriedade, segundo o xerife Ric Bradshaw, do condado de Palm Beach. O republicano estava a cerca de 400 metros do suspeito.

Os agentes enfrentaram o suspeito e dispararam pelo menos quatro cartuchos de munição por volta das 13h30. Routh então largou seu fuzil e as mochilas e fugiu em um carro preto. Segundo o xerife, uma testemunha viu o homem e conseguiu tirar fotos de seu carro e da placa.

Em seguida, as autoridades enviaram um alerta às agências estaduais com as informações sobre o veículo. Os delegados do xerife do condado de Martin, vizinho à West Palm Beach, conseguiram localizar o carro do suspeito e prendê-lo. Ninguém ficou ferido durante a ação.

A Casa Branca divulgou um comunicado dizendo que o “presidente e a vice-presidente foram informados sobre o incidente de segurança no Trump International Golf Course, onde o ex-presidente Trump estava jogando golfe. Eles estão aliviados ao saber que ele está seguro e serão mantidos atualizados por suas equipes”. A vice Kamala Harris, candidata democrata à Presidência, disse que a “violência não tem espaço” nos EUA.

Atentado em comício
Em 13 de julho, durante um comício na Pensilvânia, Trump sofreu um atentado. O ex-presidente foi atingido de raspão na orelha e retirado às pressas por agentes federais.

O autor dos disparos, morto pelo Serviço Secreto logo após o episódio, era um jovem de 20 anos, identificado como Thomas Matthew Crooks. Além dele, um homem que acompanhava o comício também foi atingido fatalmente.

Após receber alta do hospital, o ex-presidente deixou a cidade onde o atentado aconteceu. O avião dele pousou no aeroporto de Newark, em Nova Jersey, na madrugada do dia seguinte.

Fonte: G1

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Mundo

Brasileiro processa imobiliária após dar desconto ao bilionário Jeff Bezos na venda de mansão

por Redação 12 de setembro de 2024

O empresário e investidor brasileiro Leo Kryss entrou na Justiça da Flórida depois de ter vendido com desconto uma mansão ao bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, por US$ 79 milhões (R$ 446,5 milhões na cotação atual), informa o jornal americano Wall Street Journal. Ele alega que a identidade do comprador foi omitida pela imobiliária.

Kryss, que é cofundador da Tectoy, uma empresa de brinquedos e eletrônicos, era dono de uma propriedade na exclusiva ilha de Indian Creek, em Miami, conhecida como “bunker dos bilionários”. Ele havia adquirido o imóvel, de 1.765 m², por US$ 28 milhões em 2014 (R$ 75 milhões na cotação da época).

A negociação de venda envolveu a imobiliária Douglas Elliman, que intermediou o pedido de desconto de 7,1% do valor, cerca de US$ 6 milhões (R$ 34 milhões). A empresa levou uma comissão de US$ 3 milhões (cerca de R$ 17 milhões).

Kryss sustenta na ação contra a Douglas Elliman que questionou os corretores sobre quem era o comprador, mas isso foi informado, o que o levou a vender o imóvel por um valor inferior ao que teria aceitado se soubesse que se tratava de Bezos.

O fundador da Amazon e da Blue Origin tem uma fortuna estimada em mais de US$ 200 bilhões (R$ 1,1 trilhão) e é considerado o segundo homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes.

O brasileiro descobriu que a compra fazia parte dos planos de Bezos de adquirir propriedades vizinhas para formar um grande terreno de 16.000 m².

“A Douglas Elliman falhou em cumprir com seus deveres para com nosso cliente… Eles sabiam ou deveriam saber quem era o comprador beneficiário final e deturparam esse fato muito importante para nosso cliente”, disse a advogada Dana Clayton, que representa Kryss, em um comunicado enviado ao jornal.

A corretora, entretanto, afirma não ter conhecimento de que Bezos era o comprador no momento do acordo, acreditando que o imóvel seria adquirido por uma entidade ligada a Benny Klepach, prefeito de Indian Creek Village.

O caso envolve ainda Celine Klepach, filha do prefeito, que se juntou à corretora pouco antes da venda e recebeu comissão, mas nega qualquer envolvimento direto na transação. No mundo imobiliário de luxo, ocultar a identidade do comprador é uma prática comum para evitar aumentos de preços.

Indian Creek é o local de residência de famosos, como o jogador de futebol americano Brady; o ator Jared Kushner; Ivanka Trump, filha do ex-presidente americano Donald Trump; o cantor Julio Iglesias e o DJ David Guetta.

Fonte: r7

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Mundo

Escola na Georgia, nos EUA, é alvo de atirador; polícia fala em várias vítimas

por Redação 4 de setembro de 2024

Uma escola de ensino médio no estado da Georgia, nos Estados Unidos, foi alvo de um atirado nesta quarta-feira (4), segundo a polícia local, que disse também ter havido várias vítimas.

A escola, Apalachee High School, fica na cidade de Winder, nos arredores de Atlanta, na Georgia. A polícia da cidade afirma que dezenas de policiais foram enviados ao local e que um suspeito foi detido.

A rede de TV NBC fala em seis pessoas baleadas e diz que duas delas morreram. As autoridades não havia confirmado a informação até a última atualização desta reportagem.

Policiais conseguiram retirar dezenas de alunos de dentro do prédio da escola e levá-los ao campo de futebol americano da instituição. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram dezenas de policiais no local, além de viaturas e ambulâncias.

Fonte: G1

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Brasil manifesta “profunda preocupação” com ordem de prisão contra opositor de Maduro

por Redação 4 de setembro de 2024

O governo brasileiro e o da Colômbia emitiram uma nota conjunta, nesta terça-feira (3), em que manifestam “profunda preocupação” com a ordem de prisão contra o candidato presidencial da Venezuela Edmundo González Urrutia. O opositor de Nicolás Maduro teve mandado de prisão emitido nesta segunda-feira (2).

“Esta medida judicial afeta gravemente os compromissos assumidos pelo Governo venezuelano no âmbito dos Acordos de Barbados, em que governo e oposição reafirmaram seu compromisso com o fortalecimento da democracia e a promoção de uma cultura de tolerância e convivência. Dificulta, ademais, a busca por solução pacífica, com base no diálogo entre as principais forças políticas venezuelanas”, diz a nota.

O Ministério Público da Venezuela acusa Urrutia de não comparecer a três intimações para prestar depoimento sobre uma investigação relacionada a fraude eleitoral.

Brasil e Colômbia têm tentado fazer uma mediação na Venezuela para encerrar a crise política desencadeada após as eleições de 28 de julho. O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) declarou o presidente Nicolás Maduro vencedor, mas nunca apresentou as atas comprovando isso.

A oposição afirma que houve fraude e que o verdadeiro vencedor foi Edmundo González Urrutia.

Fonte: r7

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Mundo

Nicolás Maduro decreta adiantamento do Natal na Venezuela para 1º de outubro

por Redação 3 de setembro de 2024

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou o adiantamento do Natal no país para o próximo dia 1º de outubro.

O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (2), em um programa de auditório que ele mesmo apresenta semanalmente.

O adiantamento coincide com um momento de tensão no país, após as eleições presidenciais de 28 de julho. Oposição e boa parte da comunidade internacional colocam em dúvida a legitimidade da reeleição de Maduro para mais um mandato.

Em meio a protestos e à pressão internacional, a Procuradoria venezuelana, aliada do chavismo, pediu a prisão do candidato oposicionista, Edmundo Gozález, que reivindica a vitória nas eleições e pede a divulgação das atas das urnas. O pedido foi acatado pela Justiça, também considerada um braço do regime de Maduro.

Natais adiantados
Não é a primeira vez que Maduro recorre à antecipação das celebrações natalinas no país. Em 2020, ele adiantou o Natal para 15 de outubro, em meio à pandemia. Na ocasião, a data foi marcada pela liberação de recursos para a compra de brinquedos.

Em 2013, Maduro já havia decretado que as comemorações acontecessem a partir de 1º de novembro, afirmando na época que desejava “felicidade e paz para todo o mundo” e “derrotar a amargura”. Hugo Chavez havia morrido em março daquele ano, e Maduro venceu uma eleição presidencial cuja lisura foi contestada.

Pedido de prisão contra González
Também na segunda-feira (2), a Justiça da Venezuela acatou um pedido do Ministério Público para emitir um mandado de prisão contra o opositor Edmundo González, que concorreu à eleição presidencial de julho.

Edmundo González é investigado por crimes como usurpação de funções da autoridade eleitoral, falsificação de documentos oficiais, incitação de atividades ilegais, sabotagem de sistemas e associação criminosa. O mandado de prisão formaliza a acusação contra González por esses delitos.

Segundo o MP, o pedido de prisão foi apresentado após González ignorar três intimações para prestar depoimento. O órgão é aliado do presidente Nicolás Maduro e controlado por chavistas.

A oposição usa os dados das atas para argumentar que Edmundo González venceu a eleição presidencial de 28 de julho. Mais de 80% de todos os documentos emitidos pelas urnas foram publicados pelo grupo opositor em um site. A líder oposicionista, María Corina Machado, que havia criticado o pedido do MP para a prisão de González, voltou a se manifestar com o mandado de prisão da Justiça:

Fonte: G1

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Hamas mantém 64 reféns vivos na Faixa de Gaza, aponta levantamento

por Redação 3 de setembro de 2024

Após a recuperação dos corpos de seis reféns na Faixa de Gaza pelo Exército israelense, 64 deles ainda permanecem sequestrados, e supostamente vivos, segundo uma base de dados compilada pela AFP.

Estes reféns são usados como moeda de troca pelo Hamas para obter um cessar-fogo e a libertação de prisioneiros. Seu destino é incerto, ofuscado pelos anúncios de mortes confirmadas e corpos recuperados.

Até 2 de setembro, dos 251 reféns e corpos levados a Gaza no dia 7 de outubro de 2023, 117 foram libertados — principalmente mulheres, crianças e trabalhadores estrangeiros.

Do total, 64 seguem em cativeiro e supostamente vivos. Por outro lado, 70 morreram, sendo que os corpos de 37 foram repatriados e 33 permanecem em Gaza.

A maioria das libertações ocorreu durante uma trégua de uma semana no fim de novembro.

Dos 64 reféns que podem estar vivos, 57 são israelenses — incluindo pessoas com dupla cidadania — e sete são estrangeiros (seis tailandeses e um nepalês). Também há duas crianças no grupo.

Onze são soldados, incluindo cinco mulheres.

Desde o fim da única trégua da guerra, em 1º de dezembro de 2023, apenas sete reféns foram libertados em operações do Exército israelense.

Não é certo que os 64 reféns considerados vivos realmente estejam com vida.

O Hamas anunciou em 12 de agosto que seus combatentes haviam “matado um refém” em um “incidente”.

Anteriormente, o grupo terrorista anunciou vários falecimentos de reféns não confirmados por Israel, especialmente a do mais jovem mantido em cativeiro, o bebê Kfir.

Metade dos reféns mortos já estavam sem vida quando foram levados a Gaza, em outubro de 2023. Este é o caso dos corpos de 10 soldados. Outros 35 faleceram em Gaza.

No dia 15 de dezembro de 2023, o Exército de Israel matou três reféns por engano.

No domingo (1º), seis corpos foram recuperados pelas Forças de Defesa de Israel. Segundo os militares, todos foram mortos pouco antes da chegada das forças israelenses.

Nir Oz e Tribe of Nova
A maioria dos reféns que se supõe que ainda estejam em Gaza foi sequestrada no festival de música Tribe of Nova ou no kibutz de Nir Oz.

A festa rave, que contava com a participação de mais de 3.000 pessoas, acontecia perto do kibutz Reim, próximo da fronteira com a Faixa de Gaza.

Ao todo, 370 pessoas foram assassinadas naquele local pelos milicianos. Outras 44 foram sequestradas. Apenas 17 seguem supostamente vivas no território palestino. Nove foram libertadas com vida.

Nir Oz era o kibutz ao qual pertencia a maioria dos sequestrados em 7 de outubro. Foi o único onde houve mais reféns (pelo menos 74) do que mortos (cerca de 30).

Mais da metade dos reféns de Nir Oz foram libertados com vida (38), mas 20 reféns que ainda estariam vivos continuam em Gaza. Os 16 restantes morreram.

Famílias separadas
Em 7 de outubro, famílias inteiras foram transferidas para Gaza. Para elas, a trégua de novembro de 2023 representou uma mistura de alívio pelos reféns libertados e sofrimento por deixar alguns membros para trás.

Esse é especialmente o caso dos adolescentes franco-israelenses Eitan, Erez e Sahar, cujos pais, Ohad Yahalomi e Ofer Kalderon, continuam em cativeiro.

No total, 15 dos reféns que ainda estão em Gaza são parentes dos que foram libertados.

Fonte: G1

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