Mundo Neonazi português que ordenou morte de brasileira é julgado em Portugal Redação19 de fevereiro de 2026017 visualizações Miguel Ângelo, conhecido pelo codinome Mikazz, será julgado a partir desta quarta-feira em Portugal. Ele tinha 17 anos quando planejou o massacre em uma escola de São Paulo que resultou na morte de Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos. Hoje com 18 anos, o português é acusado de ter influenciado o ataque e incentivado outros crimes. Mikazz estava à frente do grupo “The Kiss (TKS)”, que difundia conteúdo nazista e pedófilo, incentivava automutilação, maus-tratos a animais e a execução de massacres no Brasil. Três ataques planejados pelo grupo foram evitados pelas autoridades brasileiras após interceptação de mensagens suspeitas. O massacre em São Paulo ocorreu em 23 de outubro de 2023. Lucas, então com 16 anos, realizou o ataque na Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste, matando Giovanna com tiros à queima-roupa e ferindo três estudantes. O ataque foi transmitido ao vivo nos perfis do TKS. O Ministério Público de Portugal concluiu que o assassino não teria capacidade de planejar o crime sozinho, e que a influência de Mikazz foi determinante para a execução do homicídio. O julgamento principal envolve a acusação de incentivo a sete crimes de homicídio — um consumado e seis em forma de tentativas ou planejamentos. Mikazz também responde por pornografia envolvendo menores, associação criminosa, apologia de crimes e mortes, maus-tratos a animais e incitamento ao ódio, suicídio e violência. A defesa pretende contestar provas brasileiras. As investigações foram conduzidas pela Polícia Judiciária de Portugal em colaboração com a Polícia Federal brasileira. A Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ destacou que Mikazz “dava conselhos quanto ao modus operandi (…) na preparação e prática dos crimes”, o que resultou no ataque em Sapopemba. A autoridade portuguesa ressaltou ainda a urgência das investigações para identificar a atividade online do detido, que promovia ideologias extremistas e comportamentos violentos. Fonte: OGLOBO