Nobel da Paz pede ajuda a Trump para tirar Maduro do poder na Venezuela

A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025, María Corina Machado, pediu “ajuda” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retirar Nicolás Maduro do poder. A declaração foi feita em entrevista à CNN, logo após Trump confirmar que autorizou a CIA a realizar operações terrestres na Venezuela.

Machado afirmou que Maduro conduz uma “guerra contra o próprio país” e classificou o governo venezuelano como uma “estrutura criminosa de narcoterrorismo”, financiada por tráfico de drogas, ouro, armas e pessoas.

“No caso de Maduro e sua estrutura criminosa de narcoterrorismo, precisamos impedir que esses fluxos entrem”, disse a laureada com o Nobel.

Ao ser questionada se defendia uma intervenção militar direta dos EUA, Machado não respondeu diretamente, mas defendeu a redução da influência de Rússia, China, Cuba e Irã na Venezuela. Ela também afirmou que o país se tornou “um porto seguro para organizações terroristas”.

A opositora elogiou as ações recentes dos Estados Unidos contra o regime de Maduro — incluindo ataques a navios venezuelanos e restrições econômicas — e disse que o presidente americano “com certeza merece um Nobel da Paz” pelos “eventos incríveis que estão ocorrendo no mundo”.

Queixa na ONU

O governo venezuelano anunciou que apresentará, nesta quinta-feira (16), uma queixa formal ao Conselho de Segurança da ONU contra os Estados Unidos pelo uso da CIA em operações dentro do país.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela acusou Washington de violar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, classificando as declarações de Trump como tentativa de “golpe de Estado”.

Na quarta-feira (15), Trump confirmou ter autorizado operações secretas da CIA contra o governo Maduro, alegando que Caracas estaria enviando criminosos e drogas aos Estados Unidos. Segundo o The New York Times, a agência de inteligência agora tem permissão para conduzir ações letais, sozinha ou com apoio militar, contra alvos ligados ao regime.

Desde 2020, os EUA consideram Nicolás Maduro chefe de um cartel de drogas e oferecem recompensa de US$ 50 milhões por sua captura.

Em resposta, Maduro disse que o povo venezuelano rejeita qualquer tipo de intervenção estrangeira, mas afirmou que “não quer guerra com os Estados Unidos”.

Atualmente, mais de 10 mil soldados norte-americanos estão posicionados na região do Caribe, em bases de Porto Rico, após uma série de bombardeios contra embarcações venezuelanas que, segundo Washington, transportavam drogas — informação ainda não comprovada pela Casa Branca.

Fonte: CBN