São Paulo Nunes demite presidente e adjunto da SPTuris após denúncias de favorecimento Redação26 de fevereiro de 2026014 visualizações O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou nesta quarta-feira (25/2), por meio das redes sociais, a demissão de Rodolfo Marinho, secretário adjunto de Turismo e ligado ao vereador Gilberto Nascimento Jr (PL), e de Gustavo Pires, presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), que assumiu o cargo devido à proximidade com o ex-prefeito Bruno Covas. Na sexta-feira (20/2), a coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, revelou que Marinho era sócio de Nathália Carolina de Silva Souza na fundação da agência MM Quarter. Após ser nomeado secretário adjunto por Nunes em 2022, a Quarter passou a ser contratada continuamente pela SPTuris e pela Secretaria de Turismo. Atualmente, a empresa possui R$ 232 milhões em contratos vigentes com a prefeitura. Em vídeo publicado no Instagram, Nunes afirmou que determinou à Controladoria-Geral do Município (CGM) a investigação do caso, que identificou uma procuração de Nathália para Marinho. “Por causa disso, estou demitindo, exonerando, o senhor Rodolfo Marinho”, declarou. No mesmo vídeo, Nunes anunciou a nomeação de Marcelo Vieira Salles, ex-comandante da Polícia Militar, para presidir a SPTuris, o que implica a saída de Gustavo Pires, embora este não tenha sido citado nominalmente pelo prefeito. Reportagens da coluna indicam que Nathália, apesar de registrar capital de R$ 1,2 milhão na Quarter, morava em um cortiço na zona norte mesmo após retirar R$ 14 milhões de lucro da agência em 2024. A empresa, administrada pelos irmãos Victor e Marcelo Correia Moraes, nega que Nathália fosse laranja. A Quarter mantém contratos com a SPTuris e a Secretaria de Turismo sem licitação, recorrendo a pesquisas de mercado com empresas ligadas à própria administração da agência. Entre os contratos, o Centro de Informações Turísticas (CIT) recebe R$ 12 milhões por ano, sem entrega completa de equipamentos previstos, como TV de 85 polegadas e mapa tátil. Pelo mesmo contrato, a prefeitura pagou R$ 76 mil a Bárbara Moraes, irmã dos administradores da empresa, valor superior à metade do salário do prefeito Nunes. Fonte: METRÓPOLES