PCC Operação interdita quase 50 postos de combustíveis no PI, MA e TO por suspeita de lavar dinheiro para o PCC Redação5 de novembro de 2025022 visualizações A Polícia Civil interditou 49 postos de combustíveis nesta quarta-feira (5) em cidades do Piauí, Maranhão e Tocantins, durante a Operação Carbono Oculto 86, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro de R$ 5 bilhões ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo utilizava postos, empresas de fachada, fintechs e fundos de investimento para movimentar e ocultar recursos do crime organizado. Somente em Teresina, 16 estabelecimentos foram interditados. Durante a ação, foram apreendidos um Porsche avaliado em R$ 550 mil e um avião modelo Cessna Aircraft 210M, pertencente ao empresário Haran Santhiago Girão Sampaio, além de três outras aeronaves não localizadas. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 348 milhões em bens de 10 pessoas e 60 empresas investigadas. As buscas foram realizadas em Teresina (PI), Araraquara (SP) e em diversos municípios do interior dos três estados. Entre os endereços vistoriados estão casas em condomínios de luxo e apartamentos em diferentes zonas da capital piauiense. De acordo com as investigações, o esquema reproduz o modelo já identificado na primeira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto e considerada a maior ação já feita contra o crime organizado no país. Empresários locais teriam usado laranjas e estruturas financeiras complexas para esconder os verdadeiros beneficiários dos recursos. A polícia também apura indícios de fraude fiscal, venda de combustível adulterado e emissão de notas frias, com o objetivo de sonegar milhões em impostos. Os principais alvos da operação são Haran Santhiago, Danillo Coelho de Sousa, Moisés Eduardo Soares Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani e João Revoredo Mendes Cabral Filho. Todos estão proibidos de sair de Teresina, mudar de endereço ou manter contato entre si. Uma coletiva de imprensa foi marcada para as 11h desta quarta-feira, na sede do Ministério Público do Piauí, para detalhar o avanço das investigações e a possível extensão do esquema para outros estados do Nordeste. Fonte: G1