Paciente afirma ter sido operada antes da sedação em clínica onde jovem morreu no Rio

Uma paciente da clínica Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, relatou à polícia que foi submetida a uma cirurgia estética antes que a sedação fizesse efeito. A denúncia foi feita nesta segunda-feira (15), no mesmo inquérito que apura a morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, após uma lipoaspiração com enxerto de glúteos no último dia 8.

Segundo o depoimento, a mulher afirmou ter sido maltratada pela equipe médica e chegou a tentar alertar Marilha sobre os riscos de realizar o procedimento naquele dia, mas foi impedida pelos profissionais. A paciente disse ainda que temeu morrer e relatou que o medicamento usado para sedação parecia mais grosso que o normal, levantando a suspeita de que estivesse vencido.

O caso é investigado pela Delegacia do Consumidor, que deve ouvir outras cinco pessoas ligadas à vítima, incluindo familiares.

O Ministério Público e a Polícia Civil já pediram a prisão do médico José Emílio de Brito, responsável pela cirurgia. Ele não contava com equipe de anestesia, fator que, segundo a polícia, permitia oferecer procedimentos a preços abaixo do mercado. Marilha pagou entre R$ 4 mil e R$ 5 mil pela cirurgia, mas sofreu hemorragia interna e não resistiu.

Brito, que atua como cirurgião plástico desde 1976, responde a 14 processos na Justiça relacionados a cirurgias estéticas e já foi preso em 2018 e 2021. Em 2008, ele realizou uma lipoaspiração em uma paciente de 35 anos que também morreu após hemorragia.

A clínica Amacor foi interditada, duas funcionárias foram presas em flagrante e o Cremerj abriu sindicância. Em nota, a unidade afirmou que dispõe de equipamentos para emergências e que colaborará com as investigações.

Fonte: CBN

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