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PF abre inquérito sobre suspeita de vazamento em megaoperação contra o PCC

A Polícia Federal anunciou nesta sexta-feira (29) que vai instaurar um inquérito para apurar um possível vazamento de informações durante a megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrada na quinta-feira (28).

A cúpula da corporação se mostrou preocupada porque mais da metade dos alvos com mandado de prisão preventiva não foi localizada, entre eles dois dos principais suspeitos de chefiar o esquema criminoso no setor de combustíveis: Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.

Dos 14 mandados expedidos pela Justiça Federal, oito não foram cumpridos. Investigadores apontam que muitos dos procurados deixaram suas casas na véspera da operação, o que reforça a suspeita de vazamento.

O inquérito vai investigar se houve facilitação por parte de agentes públicos ou falhas no sigilo da operação, que envolveu uma ampla rede de instituições — Polícia Federal, Ministério Público, fiscais estaduais e federais, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Apreensões e rastreamento financeiro

Apesar das fugas, a PF considera que o material apreendido é “farto e relevante” e deve revelar novos grupos envolvidos em lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação de impostos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a atuação de fintechs e fundos de investimento como instrumentos de ocultação patrimonial “está com os dias contados”. Segundo ele, a pasta usará inteligência artificial para rastrear movimentações financeiras de forma tão rigorosa quanto no sistema bancário tradicional.

Fonte: G1

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