Brasil PF encontra R$ 1,6 milhão na casa de diretor do Banco Master durante operação sobre títulos falsos Redação18 de novembro de 2025021 visualizações A Polícia Federal encontrou R$ 1,6 milhão em espécie na residência de Augusto Ferreira Lima, diretor do Banco Master e ex-CEO da instituição, durante operação realizada nesta terça-feira (18). Lima é um dos alvos de mandados de prisão relacionados às investigações sobre a venda de títulos de crédito falsos pelo banco. Além dele, outros três diretores e o controlador do Master, Daniel Vorcaro, também foram presos. Vorcaro foi detido na segunda-feira (17), no aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para embarcar em um avião particular com destino inicial a Malta. Sua defesa nega tentativa de fuga e afirma que o destino final seria Dubai, onde teria reuniões com possíveis compradores. As prisões ocorreram poucas horas após o anúncio da compra do Banco Master por um consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira. A negociação foi divulgada pouco mais de um mês depois de o Banco Central rejeitar a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). De acordo com informações apuradas pela TV Globo, sete mandados de prisão foram expedidos, dos quais seis já foram cumpridos. As investigações tiveram início em 2025, a partir de um relatório enviado pelo Banco Central indicando suspeitas sobre a atuação do Master. Ainda nesta terça-feira, o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira e determinou a indisponibilidade dos bens de seus controladores e ex-administradores. Com a decisão, o processo de compra em andamento é automaticamente suspenso. A liquidação extrajudicial é adotada quando um banco não reúne mais condições de operar. Nesse procedimento, um liquidante assume o controle da instituição, encerra suas atividades, vende os ativos e paga os credores até a extinção da empresa. O negócio entre o Master e o grupo Fictor previa aporte imediato de R$ 3 bilhões, incluindo participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos. A operação, no entanto, dependia da aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Fonte: G1