A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a origem do metanol usado para adulterar bebidas alcoólicas em São Paulo, informou nesta terça-feira (30) o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Segundo ele, a investigação também busca verificar se a rede de distribuição da substância atua em outros estados.
O metanol é altamente tóxico e pode causar morte, cegueira e fortes cólicas. Nos últimos dias, vários casos de intoxicação foram confirmados em São Paulo, número considerado anormal pelo Ministério da Saúde, que normalmente registra cerca de 20 casos por ano em todo o país.
Segundo o ministro, falsificadores utilizam garrafas de marcas famosas de gin, vodca e outras bebidas, adicionando metanol e colocando os produtos no mercado. A intoxicação pode levar horas para se manifestar.
“Tudo indica que há distribuição para além do estado de São Paulo”, afirmou Lewandowski, destacando que o elevado número de casos chamou atenção das autoridades.
O Ministério da Saúde e a Secretaria de Defesa do Consumidor emitiram alertas para estabelecimentos comerciais, orientando sobre rótulos e embalagens suspeitas. As notificações também visam identificar fornecedores e responsáveis pela manipulação das bebidas.
A Polícia Federal não descarta a possibilidade de ligação com o crime organizado, com importação de metanol pelo porto de Paranaguá sendo investigada. O Ministério da Saúde vai divulgar nota técnica para orientar profissionais sobre sintomas e protocolos de atendimento, enquanto a população pode buscar ajuda nos 32 centros de informação e assistência toxicológica do SUS espalhados pelo país.
Fonte: G1