Brasil Polícia investiga denúncia de agressão contra professora de reforço escolar na Bahia; familiares de aluno são suspeitos do crime Redação27 de março de 2025023 visualizações A Polícia Civil investiga uma denúncia de agressão física contra uma professora de reforço escolar, no bairro do Resgate, em Salvador. Segundo a família de Célia Regina Silva, de 65 anos, ela recebeu chutes, puxões de cabelo e socos da família de um aluno de 7 anos. O caso aconteceu na segunda-feira (17). De acordo com a filha da professora, a enfermeira Andrea Regina Silva, as agressões aconteceram por retaliação depois que a idosa reclamou do comportamento da criança durante as aulas. Segundo Andrea Regina, o garoto se matriculou no reforço escolar no início de 2024 e, inicialmente, apresentava um bom comportamento. No final do ano, ele passou a se negar a fazer as atividades e responder a professora, quando chamado atenção. “Ele dizia que minha mãe não era mãe dele para obrigar ele a fazer o dever e que a mãe dele já tinha dito que era para fazer o que ele quisesse. Minha mãe sempre pontuava para a mãe dele sobre a dificuldade para explicar a ele, porque ele não queria aprender”, contou a filha da idosa. De acordo com Andrea Regina, no dia 11 de março, a professora perguntou ao garoto qual atividade ele tinha para fazer no dia, e o menino questionou se “ela já ia começar com a chatice dela” e que “ele já tinha dito que ela não era mãe dele”. A professora ligou para a mãe do menino, comunicou a situação e pediu para que a mulher fosse até a casa dela conversar. No entanto, ela apenas pegou o filho e foi embora. Andrea Regina relatou que uma semana depois, no dia 18 de março, o menino retornou para o reforço escolar e tentou gravar a professora com um celular. A idosa se sentiu desconfortável e voltou a chamar a mãe do aluno. “Ela chegou com a tia do menino e o padrasto. Ele tirou a minha mãe de dentro de casa pelos cabelos, não considerando que tinham três crianças no reforço”, disse. Em seguida, conforme relato da mãe da vítima, a professora foi jogada no chão e recebeu chutes e murros do homem, da mãe do aluno e da tia, que estava com uma arma de choque. “As agressões só pararam quando minha vizinha de porta, que faz hemodiálise três vezes na semana, conseguiu tirar os três em cima da minha mãe”. Medo de novas agressõesA família da professora procurou a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deat), no mesmo dia, e registrou a denúncia. Ela foi atendida em uma clínica particular, onde foram constatados hematomas em diversas partes do corpo e uma lesão no pé. A reportagem pediu posicionamento para a Polícia Civil, mas não recebeu respostas até a última atualização da matéria. Fonte: G1