Futebol Polícia prendeu 22 dos 26 palmeirenses por emboscada que matou cruzeirense Redação2 de abril de 2025022 visualizações Em cinco meses, a Polícia Civil prendeu 22 dos 26 palmeirenses da Mancha Alviverde investigados por suspeita de fazer uma emboscada a cruzeirenses da Máfia Azul, que matou um torcedor e deixou outros 15 feridos, no ano passado na Grande São Paulo. Outros quatro torcedores do Palmeiras estão foragidos e eram procurados pelas autoridades até a última atualização desta reportagem (veja acima quem são eles). O ataque contra a torcida do Cruzeiro ocorreu em 27 de outubro de 2024 na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo. O caso ganhou repercussão também pelas imagens de vídeos postados nas redes sociais. Os palmeirenses são acusados de participar do homicídio do cruzeirense José Victor Miranda e das tentativas de homicídios contra outros cruzeirenses. Também respondem pelo crime de incêndio por terem colocado fogo num dos dois ônibus da Máfia que foram atacados. Dezesseis palmeirenses haviam sido presos até o final do ano passado. Esse grupo e os quatro foragidos já se tornaram réus no processo do caso que respondem na Justiça. Outros seis membros da Mancha foram detidos na terça-feira (1º) durante operação do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP). Esses ainda não foram denunciados pela Promotoria. Os 22 palmeirenses presos até o momento são: Jorge Luiz Sampaio Santos: presidente da Mancha na ocasião do ataque à Máfia, ele renunciou ao cargo antes de se entregar à polícia e ser preso; Felipe Mattos dos Santos, o “Fezinho”: vice-presidente da Mancha está preso e é réu; Luiz Ferretti Junior: advogado e torcedor liberado para prisão domiciliar e é réu; Jeovan Fleury Patini: torcedor preso e é réu; Alekssander Ricardo Tancredi: torcedor preso e é réu; Leandro Gomes dos Santos: torcedor preso e é réu; Diego Machado Sardella: torcedor preso e é réu; Rodrigo Santander Tosin: torcedor preso e é réu; Caio Cesar de Souza Guilherme: torcedor preso e é réu; Marcos Moretto Junior: torcedor preso e é réu; Allan de França Soares: torcedor preso e é réu; Lucas Henrique Marchelli de Lima: torcedor preso e é réu; Jesus Pedrosa de Almeida: torcedor preso e é réu; Vinicius Sales Canuto: torcedor preso e é réu; Aurélio Andrade de Lima: torcedor preso e é réu; Lucas Henrique Zanin dos Santos: torcedor preso e é réu; Thiago Amorim de Melo: torcedor preso na terça; Mauricio Hernesto Hildebrando da Silva: torcedor preso na terça; Júlio César Ferreira Souza: torcedor preso na terça; Luciano Sérgio Tancredi: torcedor preso na terça; Éder da Silva Pongelupe: torcedor preso na terça; Rogério Ribeiro de Andrade: torcedor preso na terça. Os outros quatro palmeirenses procurados são: Neilo Ferreira e Silva: torcedor foragido; Alexandre Santos Medeiros: torcedor foragido; Cesar Augusto Pinheiro Melo: torcedor foragido; Renato Mendes da Silva: torcedor foragido. A equipe de reportagem tenta contato com as defesas dos investigados. A maioria dos torcedores foi identificada pela polícia que analisou vídeos da emboscada, gravados pelos próprios palmeirenses. As cenas foram postadas depois nas redes sociais (veja acima). Os integrantes da principal torcida do Palmeiras usaram pedaços de paus, pedras, barras de ferro e rojões. Eles incendiariam e depredaram ônibus dos torcedores do Cruzeiro e os agrediram. De acordo com a acusação feita pelo Gaeco do MP, eles queriam se vingar dos cruzeirenses por causa de uma briga contra eles em 2022, quando foram agredidos em Minas Gerais. A Promotoria ainda sugeriu que a Justiça condene os palmeirenses denunciados a pagarem uma indenização por danos materiais e morais no valor total de R$ 10 milhões para ser dividida entre os sucessores do cruzeirense morto, para as vítimas sobreviventes e para a prefeitura de Mairiporã. Até a última atualização desta reportagem não havia uma decisão judicial sobre esse pedido. A Justiça também atendeu um pedido do Gaeco para a polícia investigar um homem ligado a uma das torcidas organizadas do Vasco da Gama por suspeita de envolvimento na emboscada dos palmeirenses aos cruzeirenses. A torcida carioca tem relação de amizade com a Mancha. Fonte: G1