“Porcelana”, condenada por tráfico, é investigada por financiar ações e fugas do Comando Vermelho em Roraima, aponta PF

A Polícia Federal apontou que Evelyn Lorrany Nogueira de Lima, de 23 anos, conhecida como “Porcelana”, realizava depósitos bancários e alugava veículos utilizados em operações do Comando Vermelho em Boa Vista (RR), como parte da logística do tráfico no estado. A jovem, que foi condenada por tráfico de drogas em 2023, é agora investigada por financiar a fuga de quatro integrantes da facção da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, o maior presídio de Roraima.

Segundo o delegado Caio Luchini, responsável pela investigação, a PF apreendeu 47 comprovantes de depósitos e contratos de locação de veículos ligados a Porcelana e ao namorado dela, Thiago Lima dos Santos, conhecido como “TH da Zona Leste”, morto em julho deste ano, em Manaus. Entre os documentos está um comprovante de transferência de R$ 5 mil feita por Evelyn a um preso em Boa Vista, identificado como membro da facção.

A PF também identificou dois Jeep Renegade alugados que circulavam entre Manaus e Boa Vista, supostamente usados para o transporte de drogas e armas. Um dos veículos foi apreendido com Thiago, que declarou ter recebido o carro de um homem identificado apenas como “Júnior”, apontado como elo logístico entre os dois estados.

Durante operação deflagrada em Manaus na última quarta-feira (29), a PF cumpriu seis mandados de busca relacionados a Evelyn. Ela não foi localizada, pois, segundo a Polícia Civil de Roraima, estaria no Rio de Janeiro. Ainda não há confirmação se Porcelana tinha autorização judicial para viajar ou se passou a ser considerada foragida por violar as condições do regime semiaberto.

As autoridades afirmam que Porcelana e o companheiro enviaram dinheiro e apoio logístico aos quatro foragidos da penitenciária, cujas rotas coincidem com as identificadas pela PF nas investigações de 2022.

No flagrante que levou à prisão do casal, a PF apreendeu 1,7 kg de cocaína, 32 g de maconha, duas armas de fogo e 45 munições calibre 9 mm. Uma das pistolas estava com a numeração raspada. O casal foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto por tráfico e porte ilegal de armas.

Após a condenação, a defesa de Evelyn pediu para que ela cumprisse pena em Manaus, onde vivem suas duas filhas pequenas. A Justiça de Roraima aceitou o pedido e transferiu o processo para o Tribunal de Justiça do Amazonas, que ainda não confirmou a situação atual da condenada.

Um dia após a megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, Porcelana chegou a publicar nas redes sociais uma homenagem a Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo” ou “Suíça”, apontado como um dos chefes da facção no estado. “Vai nos fazer muita falta!”, escreveu.

Fonte: G1s

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